Desistindo da música na nuvem

Há aproximadamente um ano venho utilizando o serviço de música via streaming Spotify e posso dizer que estava muito satisfeito com a possibilidade de acessar milhões de arquivos de música, mas nos últimos tempos comecei a ficar um pouco preocupado com este tipo de solução ao encontrar algumas notícias sobre este tipo de formato de negócio.

Primeiro foi a Netflix que não conseguiu renovar algumas séries que eu ainda não havia assistido mas que estavam em minha lista e provavelmente não voltarão tão cedo, me obrigando a buscar uma solução alternativa como o aluguel do DVD, o que acabou tirando um pouco da minha confiança no serviço. Aquela ótima sensação de pagar para poder assistir o que quiser, quando quiser simplesmente acabou, tirando um pouco do brilho da ideia do streaming, pois se eu realmente gostar de alguma série ou filme vou precisar comprar para garantir a possibilidade de assistir o conteúdo no futuro.

Neste final de semana foi publicado um relatório pela PrivCo, uma empresa de pesquisa que analisa os dados para empresas privadas, que afirma ter obtido as informações financeiras completas do ano de 2011 do Spotify, sendo que a empresa teria gerado uma receita de US$ 244 milhões, com um crescimento de 151%, mas com o aumento das perdas líquidas para 60% (US $ 59 milhões para o ano). Em resumo, o serviço de streaming Spotify pode ser ótimo para os consumidores, mas até agora não parece ser um grande modelo para um negócio.

Nestes últimos 12 meses eu parei de comprar música e fiquei 100% do tempo com o Spotyfi, mas agora com estes números comecei a me preocupar com futuro do serviço e este ano perdido sem o download das músicas das minhas bandas favoritas acabei ficando desanimado com este formato de negócio.

Quanto tempo este tipo de serviço pode suportar? Como ainda não temos como responder esta pergunta, achei melhor cancelar o serviço e voltar ao bom e velho MP3 para ter o controle total sobre a minha coleção e não depender de terceiros que podem acabar deixando o mercado e seus consumidores na mão.

11 Comments

  1. Augusto 08/10/2012
  2. Aline 08/10/2012
  3. Alessandro Galvão 08/10/2012
  4. julio 08/10/2012
  5. Melvin 08/10/2012
  6. Danilo 08/10/2012
  7. Mauro R Matos 09/10/2012
  8. Joao 09/10/2012
  9. Gaius Baltar 09/10/2012
  10. Mauro R Matos 10/10/2012
  11. Gaius Baltar 10/10/2012

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