Bon Jovi: Steve Jobs matou a indústria da música

Segundo Bon Jovi em entrevista ao Sunday Times Magazine, Steve Jobs matou a indústria da música com sua loja iTunes e o iPod, conforme podemos ver neste pequeno trecho do texto publicado nesta semana:

Os jovens de hoje perderam toda aquela experiência de colocar os fones de ouvido, aumentar o volume para 10, segurar na jaqueta, fechar os olhos e se perder em um álbum; e a beleza de pegar sua mesada e fazer uma decisão baseada em [segurar a] jaqueta, não em saber como é o álbum, e sim ver algumas fotos e imaginar…

Meu Deus, era uma época mágica, mágica… Odeio parecer um homem velho dizendo isto, mas mas eu sou, e marque minhas palavras, daqui a uma geração as pessoas vão dizer: “O que aconteceu?” Steve Jobs é pessoalmente responsável por matar a indústria da música.

Eu sou do tempo em que as fitas cassetes eram uma ameaça para a indústria da música, matei muitas fitas que foram substituídas por Cd’s, que posteriormente foram substituídas por arquivos de MP3. Eliminei pessoalmente sem a menor pena mais de 300 caixas de CD’s e seus respectivos encartes, sendo que no processo somente uns 30 encartes mais bacanas foram guardados. Todos os meus CD’s foram ripados e doados para amigos e familiares, e sinto que com o formato digital eu ouço e consumo muito mais música, e acredito que o mercado ficou mais aquecido com os preços mais justos e a possibilidade de comprar músicas avulsas.

Agora pensando como músico, existem álbuns que são gravados como uma obra única que contam uma história e precisam ser ouvidos na íntegra, ou em alguns casos são mixados e contam com músicas totalmente ligadas, e a compra das músicas avulsas acaba estragando esta experiência. Eu também lembro de muitas músicas que acabei gostando com o tempo, pois na primeira audição não fiquei impressionado, e com certeza isso não acontece com muita frequência atualmente. Agora, será que existem tantos artistas gravando álbuns conceituais com estes estilos de gravações?

As coisas mudam, e as pessoas, músicos e produtores precisam se adaptar aos novos tempos buscando produtos diferenciados e mais interessantes, e quem matou o formato não foi o Steve Jobs ou a Apple, e sim a própria tecnologia, pois desde os primórdios do compartilhamento e download de músicas via Napster o negócio está mudando, e não há nada a fazer, a não ser criar novidades adaptadas aos novos tempos, como a iTunes.

[Sunday Times(somente para assinantes) via MSN]

Via Gizmodo.

 

7 comentários em “Bon Jovi: Steve Jobs matou a indústria da música

  1. A que ponto realmente o mundo chegou, em alguém se importar (o entrevistador, no caso) em reproduzir a opinião de Bon Jovi. Parafraseando o “senhor” acima: marque minhas palavras, daqui a uma geração as pessoas vão dizer: “O que aconteceu?”

    Realmente, meu filho de 5 anos usa meu iPhone com destreza invejável. Já o peguei tocando a tela da TV achando que era touch-screen também, para mudar de canal. Ele achou muito esquisito não ser. Tive que explicar porque não é, e no fim acabel me convencendo que ele estava correto e deixei ele tranquilo dizendo que logo logo ela será. Realmente daqui uma geração ele vai achar absurdo o dia em que comprávamos 1 CD por R$50,00, recheado de músicas medianas, para ficar com uma ou duas que nos agradavam.

  2. Nunca havia pensado,e sempre fiz isso indiretamente! Sempre baixei E ouvi CDs completos ao invés de musicas soltas e não tenho o costume de utlizar shuffle! Acho q to ficando velho sem perceber!

  3. Em parte, eu concordo com o Bon Jovi. Álbuns Conceito, concertos, óperas, são obras que não dá para se ouvir independentes umas das outras. Será que a tecnologia vai matar a forma de fazer música? O Milton já diria “o artista tem de ir aonde o povo está”. Se todos só ficarem comprando músicas avulsas, como que o artista vai poder fazer obras mais extensas?

  4. Eu sou do tempo das fitas cassetes e LPs tb e sinceramente não sinto nem um pouco de saudades, a qualidade era baixa, com o tempo as fitas iam perdendo qualidade, os LPs iam riscando e “furando” sem falar que se deixasse cair um disco ele podia quebrar e já era… enfim, acho que o Sr Jovi quer mesmo é chamar a atenção falando mal do Jobs…

  5. Alguns albuns envolvem outros conceitos sensoriais além do auditivo. A arte extrapola a parte musical apenas. Impossível uma imagem chapada numa tela substituir o processo de percepção tactil.
    Eu não abro mão de ir em boas lojas de música, perder-me por horas no acervo, caçar, escutar os CDs, comprar as caixinhas, conversar com outras pessoas e depois repassar as músicas para meu computador/celular. (Sou totalmente averso a piratarias também). Isto tudo me proporciona uma coisa que o simples ato de baixar um arquivo pela internet não dá: o prazer! =P
    Isso me leva a considerar com bons olhos a colocação do BJ. Não o critico pela opinião romântica de forma alguma.
    De outro lado, adoro a possibilidade de conseguir comprar pela internet determinadas obras fora de catálogo físico com a rapidez de um clique.

  6. A maioria das músicas q eu gosto não tem nas lojas brasileiras nem nas virtuais pelo mundo, daí procuro nos programas p2p. Só assim eu curto música, se não teria menos da metade do acervo q tenho oje de “somente” cerca de 5000 músicas.

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