Android e a dificuldade de fazer uma atualização

Uma das maiores decepções de quem compra um celular com o sistema operacional Android é sem dúvida alguma a questão da atualização do sistema operacional. As empresas sempre prometem a atualização na ocasião do lançamento do aparelho, mas acabam demorando muito para liberar o novo software, que em alguns casos nem chega a ser lançado.

A história é sempre a mesma, o Google anuncia uma nova versão, as pessoas querem a versão em seu aparelho, as fabricantes demoram meses para atualizar. Mas hoje eu encontrei um interessante post no Gizmodo comentando sobre os textos publicados pela Sony Ericsson e Motorola sobre o Ice Cream Sandwich, no qual decidiram expor com detalhes o processo de lançamento de uma atualização do Android.

Segundo as empresas, o processo se estende na hora de adaptar o sistema a diversos tipos de hardware, as fabricantes de processadores (Nvidia, Texas Instruments, Qualcomm) precisam adaptá-lo também e, como era de se esperar, as fases que demandam mais tempo são as de “adaptação de conteúdo” do sistema para as skins dos fabricantes e das operadoras. Elas, inclusive, ainda precisam aprovar a versão do sistema, o que pode demorar meses.

A espera é realmente muito ruim, e leva muitos usuários avançados para opções que não oferecem este tipo de problema como o Galaxy Nexus, e na minha opinião está chegando a hora de termos um padrão mais definido e rígido para o hardware do aparelho para evitar este tipo de problema.

A Microsoft é que está certa em suas exigências de hardware, pois consegue garantir uma experiência mais uniforme entre os vários modelos e uma atualização mais rápida do seu sistema operacional.

Veja mais detalhes do texto das empresas nos links da Sony Ericsson e Motorola.

17 comentários em “Android e a dificuldade de fazer uma atualização

  1. Necessariamente não precisa atualizar. O iphone antigo não atualizou para a versão mais recente.

    Tem de ter em mente que comprou um aparelho com determinado sistema operacional e ele pode ou nãos ser atualizado.

    Ae vem as atualizações extra-oficiais.

  2. O problema é que o Android só teve esse crescimento vertiginoso (e daí vem a consequente pressão dos usuários por atualização) por ter uma política abrangente em termos de hardware. A experiência do usuário “básico”não é um problema, pois quem compra um Huawei ou ZTE dificilmente compraria um Galaxy S2 ou um iPhone, e provavelmente vem de um dumbphone. Para esse usuário a atualização do sistema é algo secundáio ou até desnecessário (quando não desconhecido!). Se o Android fosse feito apenas para usuários avançados, ele teria que seguir o padrão Microsoft/WP7 mesmo e ter exigências rígidas em termos de hardware, mas perderia sua enorme base de usuários básicos, ou seja não se pode agradar ao céu e ao inferno ao mesmo tempo. Vai haver um momento em que a Google terá que escolher entre privilegiar a quantidade (e os terminais de preço baixo) ou a qualidade (dos terminais com mais valor agregado). Até lá teremos sempre essa novela da atualização. Resumindo e concluindo: Usuário avançado do Android deveria ser sinônimo de Nexus…

  3. Alessandro Galvão, meus parabéns! Concordo com suas idéias.

    Estou entrando no mundo do robozinho agora, vindo do N900 e seu Maemo.
    Ainda estou apanhando um pouco, hehe. Vou me colocar na situação do post: comprei um Android, mas não pelo Android, eu comprei foi o RAZR! Queria mesmo é um RAZR com WP7, mas como não tinha….
    Se vier ICS, ou ficar como está, pra mim, vejam bem, pra mim, está bom.

    Abraço!

  4. Mas aí que tá Alessandro. Faça que nem fez a Nokia com o Symbian então: crie uma versão do sistema, porém para os modelos básicos e garanta atualizações pra eles também, sem precisar ter que comprar outro modelo básicão.
    O problema de hoje é simples: números (grandes). As pessoas acham que quanto maior o processador, melhor. Isso não é verdadeiramente correto, se o sistema não estiver otimizado o suficiente pra usá-lo, sem perder em outros recursos como bateria (algo terrível para os Androids) de nada adianta. Não adianta ter um Core I7 num windows 98, nem um Pentium III num Windows 7. Tem que haver o equilibrio. Tem que haver uma padronização. Por isso que a Apple, Microsoft, Nokia se dão bem nesse aspecto de atualizações, pq seus hardwares são os mesmos (até demais em alguns casos).
    Mas se você pegar como exemplo a Nokia, ela ainda atualiza seus s60v3 e os s60v5 até hoje! Com aparelhos há mais de 3 anos de mercado. Sei que é muuuito dificíl alguém possuir um aparelho há tanto tempo assim, mas muitos usam como segundo aparelho ou então presenteiam.
    O que seria interessante, era poder ter esse padrão em hardware (já imaginou podermos ter a possibilidade de instalar o sistema operacional que quiséssemos?). Isso faria eles se mexerem no sistema e menos no hardware.
    Outra coisa, uma padronização no tamanho de tela, pq daqui uns anos, ninguém saberá se estará comprando um smartphone ou tablet.
    O Android é um baita sistema, mas precisa unir leveza aos seus altos recursos.

  5. Quanto ao final do texto(nem vou falar dos “””””””””””comentários””””””””) essa historia de que os diferentes tipos de hardware dificultam é uma besteira impossível de engolir, cyanogem esta aí pra provar isso de forma incontestável.

    1. Isso vale para o usuário avançado Scheldon, mas para a maioria infelizmente a cyanogem não é considerada uma opção. O texto fala desta grande parcela de usuários que não tem tempo, disposição ou conhecimento para fazer a instalação de um software alternativo. Um abraço!

  6. @Maruyama,
    Pois é, a maioria das pessoas compra sem stress, como é o seu caso. Mas para quem quer estar sempre atualizado é complicado não receber logo as atualizações. Vou dar um exemplo: tenho um Galaxy Ace comprado em Abril, que veio com o Android 2.2 e só em Outubro é que a Samsung atualizou para o Gingerbread 2.3. Sendo que já saíram o 2.3.3 (devo conseguir atualizar), 2.4 (dificilmente apanho) e mais recentemente o ICS(esse aí eu nem tenho esperança de receber…). Por outro lado, em Junho eu comprei um iPhone 4 que veio com o iOS 4.1, que já foi atualizado para o 4.3, 4.5 e 5.0 e em breve deve receber o 5.1. Se levarmos em conta os predecessores, o iPhone deverá receber actualizações até no mínimo o lançamento do iOS 6, enquanto o Ace já está 3 versões atrasado e provavelmente por aí, com pouco mais de seis meses de uso… Para quem quer ter o sistema sempre rodando os recursos de software mais recentes e bugs resolvidos é um descanso. Claro que eu não comparo o Galaxy Ace com o iPhone, mas para o usuário mais avançado é chato estar sempre à espera da nova atualização.

  7. Bom… esses posts não explicam tudo… O motorola atrix foi atualizado há 6 meses no exterior e a motorola prometeu o upgrade para Q4 de 2011… Está expirando o prazo e quando a atualização chegar meu aparelho não ficará up-to-date… uma vez que o ice cream sandwich já terá sido liberado. E se eles deram prazo pra liberar significa que depende deles e apenas deles a liberação. É PURA estratégia de marketing. Lamentável, motorola…

  8. Bom… esses posts não explicam tudo… O motorola atrix foi atualizado há 6 meses no exterior e a motorola prometeu o upgrade para Q4 de 2011… Está expirando o prazo e quando a atualização chegar meu aparelho não ficará up-to-date… uma vez que o ice cream sandwich já terá sido liberado. E se eles deram prazo pra liberar significa que depende deles e apenas deles a liberação. É PURA estratégia de marketing. Lamentável, motorola…

  9. Como já comentei em outros posts sobre este assunto:
    As atualizações são necessárias, não só por causa das novas funcionalidades, mas principalmente por causa dos bugs que são corrigidos. Quando a Google lança uma nova versão, dificilmente ela lança novas correções de bugs para as versão anteriores.
    Colocar a culpa nos fabricantes, tem sido a política da Google. Mas a principal causa deste atraso, não são os fabricantes e sim o próprio Android, que tem um sistema de atualização adaptado para sistema operacionais em que o hardware é controlado (pelo menos parcialmente) pelo desenvolvedor do sistema operacional. A forma de atualização, do Android, deveria ser como no Windows, só alterando os arquivos que foram modificados e não de forma monolítica (em que todo o firmware tem que ser trocado de uma vez).

  10. É interessante ver como em todo lugar tem uma “choradeira” danada com essa coisa de atualizações. O N8 da Nokia foi lançado aqui no Brasil há um ano e dois meses, e nesse período teve duas atualizações básicas, uma grande, e depois uma enorme, que até recebeu um nome: Anna. O Anna veio oficialmente para o meu celular há coisa de uns três meses, mas como já existe uma outra enorme atualização chamada Belle, inclusive já sendo encontrada nos novos, a comunidade dos nokiamaníacos já está esbravejando, espumando pela boca, porque a Belle foi anunciada para o N8 “apenas” para o início de 2012… ou seja, com um intervalo de três a quatro meses o N8 passará por duas enormes atualizações!

    Até onde vejo, contente mesmo com isso de atualizações é só o pessoal do iPhone.

  11. Que tal um post com o título: Android e a dificuldade de utilizar um proxy!!
    Simplesmente fica inviável usá-lo na empresa.

  12. @Celso,
    O Symbian não está mais na moda, mas o que vc falou é a pura verdade. Tenho tb um 5800 que recebeu uma atualização há cerca de 2 meses. E o aparelho já tem quase 3 anos!
    Relativamente ao Android, acho que o ICS deveria ser o padrão para equipamentos de topo (com hardware mais parrudo), com atualizações constantes e rapidamente disponibilizadas, e o Gingerbread ficaria para os equipamentos de gama média e baixa. Agradaria assim as duas faixas de clientes do Android.

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