Visualização das vendas de celulares por sistema operacional (2007 até 2015)

Hoje eu encontrei no UoD um vídeo muito interessante com uma breve animação que demonstra a participação no mercado de cada sistema operacional, com as vendas dos smartphones desde 2007 até hoje no mundo todo. É impressionante ver como as coisas mudaram em tão pouco tempo, principalmente para a Nokia e o velho Symbian! Vale a pena conferir!

Dados extraídos da Wikipedia.

3 comentários em “Visualização das vendas de celulares por sistema operacional (2007 até 2015)

  1. Diferente do que a crença comum diz, o Android acabou com a diversidade no mercado de celulares . Antes que digam que existem telas de tamanhos diferentes, skins diferentes, preços diferentes… que escolha realmente existe se tudo roda Android? Na estratégia da Google, o valor do hardware é relativizado mas o do Software não. No final das contas, só se tem escolha de uma plataforma. Além disso, essa estratégia sufoca os fabricantes. Nenhuma OEM de Android lucra hoje em dia, com exceção da Samsung. Estão todas no vermelho ou muito perto disso (LG, Motorola, Sony, etc). A Apple consegue lucros gigantes com o mercado de smartphones mas tem o controle total dos seus produtos e uma marca forte que as outras empresas não tem. Mesmo se as fabricantes quisessem tomar controle de volta dos seus produtos para competir melhor e ganhar mais, a Google não permite. Para se ter acesso a loja da Google de aplicativos é necessário também ‘assinar’ os outros serviços e apps da google no aparelho, além do Google Play Services. O android no seu início tinha os apps principais abertos, de poucos anos para cá a Google tomou controle desses apps (musica, msg, browser, etc) e passou a tentar ‘vender’ seus próprios serviços e linguagem visual através deles. Dessa forma, a Google não somente controla o desenvolvimento do OS como também obriga as empresas a usarem seus apps e serviços para serem competitivas no mercado. Depois de 2007 surgiram várias propostas de smartphone diferentes (webOS, iOS, Windows Phone, Android, Meego, e ainda outras). A estratégia da Google acabou com isso. No desespero de ter um smartphone touch com uma loja de apps competitiva as empresas se submeteram a Google e o resultado é o que vemos hoje em dia nesse gráfico.

    1. Nada mais justo, né amigo? Quando a Google estava deixando fazerem o que quiserem com o Android, a fragmentação chegou ao auge. E ninguém quer sistema fragmentado; os usuários perdem, os desenvolvedores perdem, as fabricantes perdem. A própria Samsung estava quase criando um Android próprio, separado da Google. Entendo um pouco seu ponto sobre estar sufocando as fabricantes, mas aí é a mesma coisa que falar que a sua cabeça é culpada pela enxaqueca que você tiver. As OEMs durante muito tempo ficaram estacionadas em hardwdare apostando que só conseguindo mexer no Android já seria o bastante, mas quando a Google enrijeceu sua política, a maioria se viu perdida no mercado. A Motorola estava indo para o buraco, e se salvou por causa da própria Google, que a comprou e agregou valor. A Samsung sempre apostou em inovações verdadeiras de software (muitas vezes inúteis, mas algumas vezes não), e continuou fazendo isso, só que de maneira menos invasiva, e sim complementar. A LG tem seus diferenciais, mas fica sempre à sombra do que a Samsung apresenta, tentando copiar direta ou indiretamente (na Coreia elas são fortes concorrentes). A Sony é e sempre foi um fiasco, só consegue ainda se manter de pé (não sei até quando) por causa do nome “Sony” que fez nos anos 90 e 2000 com outros produtos. Seus diferenciais são fracos e inconsistentes. Já a Apple foi a grande responsável por esse “boom” de smartphones, pois lançou um produto genial quando o mercado só tinha Symbians com tela resistiva. Hoje, porém, só se sustenta pelo status (ainda que em constante queda), pois um smartphone Android de categoria média hoje faz mais coisa e faz melhor do que o mais novo iPhone lançado. E por 1/5 do preço. Antes a novidade chegava no iPhone e era copiada pelo resto. Hoje é o contrário. Goste ou não, o Android é um sistema operacional extremamente versátil e competente, a tendência é tudo rodar nele mesmo.

  2. Sua visão está errada amigo….O problema da ‘fragmentação’ ocorre quando se tem diversas versões do Android no mercado (6, 5.1, 4 e etc), não quando a google passa a ‘controlar’ os aplicativos básicos do sistema e impor seus serviços às OEM. Isto se chama monopólio de mercado e prejudica a inovação e o próprio mercado, e não o contrário. Em vez de pensar que deveríamos estar todos usando a exata mesma versão do Android em tudo que é celular (a la modelo Microsoft) e que por isso precisamos combater ‘fragmentação’, pense como seria mais interessante se existem mais opções de plataformas viáveis além de iOS/Android. Traria mais opção verdadeira ao consumidor e mais controle para as empresas na hora de inovar ou implementar uma nova tecnologia. O iPhone que você defendeu como grande inovação dos últimos anos simplesmente não existiria se a Apple tivesse que usar um sistema ‘imposto’ pela Google. Só olhar o exemplo da Microsoft, que ficou contando com seu monopólio por anos e anos como vantagem no mercado e hoje em dia fica tentando recuperar a imagem de empresa tosca/atrasada/presa ao passado. Isso é culpa do Monopólio. A Google não é ‘salvadora’ de nenhum mercado, ela não ‘serve’ outras empresas com um OS, ela domina o mercado e monopoliza. Além de congelar inovação, pois quase tudo tem que passar por ela. O fato dela sobreviver de serviços deu a ela liberdade para desenvolver um OS deixando-o aberto para adoção em massa (ela não precisava de receita com a venda do mesmo) e assim, depois que ele tornou-se popular, ela passa a dominar mais seu desenvolvimento e impor seus serviços ao mercado e as outras empresas através dele. Não acredite no ‘Don’t be evil’ da Google, é pura balela. A Apple fica ‘salva’ disso pois tem marcas muito fortes e tem controle tanto do software como do hardware dos seus dispositivos. Outra estratégia inteligente da Apple é não jogar o jogo dos commodities e das spec lists. Investir em design, experiência de usuário e estilo de vida não só traz mais lucros como fortalece a própria marca. E por mais que muitos usuários de Android só reconheçam specs, a verdade é que iPhone ainda cresce a cada ano e a própria Apple domina mais de 90% do lucros dessa indústria. Será que é a Apple que devia estar jogando o jogo dos commoditites, specs e aparelhos quase iguais, ou será que as outras empresas que deviam investir mais em diferenciação, controle, design e experiência de usuário?

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