
| José Francisco Ochoa, membro do Generation17 |
SÃO PAULO, Brasil – 8 de junho de 2026 – As iniciativas promovidas pelo Generation17 para apoiar jovens líderes comprometidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) vêm se intensificando. Nesta iniciativa conjunta entre a Samsung Electronics e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a representatividade da América Latina continua a crescer. Entre esses líderes está o equatoriano José Francisco Ochoa[II2] , cofundador da Academia del Océano e fundador da CIENVI. Por meio da Academia del Océano, Ochoa lidera a educação oceânica e a conservação baseada na comunidade no Equador. Paralelamente, sua nova plataforma EdTech, CIENVI, visa escalar a educação ambiental e de ciências naturais em toda a região usando aprendizado digital e microcursos em espanhol.
Em comemoração ao primeiro ano de José Francisco Ochoa como membro latino-americano do Generation17, a Samsung Newsroom entrevista o jovem líder. Sua voz e suas ações impactaram positivamente diversas comunidades e ganharam reconhecimento global. Acompanhe a conversa abaixo, na qual José compartilha mais sobre seu trabalho, sua evolução como empreendedor social e suas expectativas para o futuro.
Samsung: Olhando para o seu primeiro ano no Generation17, qual foi a transformação pessoal e profissional mais significativa que você vivenciou?
José Francisco Ochoa: No âmbito pessoal, me tornei muito mais confiante na forma como me apresento e falo sobre o meu trabalho. Antes, eu gerava impacto, mas muitas vezes fazia isso de forma silenciosa, nos bastidores. O Generation17 me impulsionou a dar um passo à frente, compartilhar minha história com mais clareza e acreditar de verdade que o que eu faço importa. Também me ajudou a enxergar meu próprio valor – não de uma forma egocêntrica, mas de forma real, percebendo que meu trabalho tem significado e merece ser visto.
Profissionalmente, parei de pensar apenas em executar atividades e comecei a pensar mais em construir algo duradouro. Passei a focar mais em sistemas, escala, parcerias e sustentabilidade a longo prazo. Também cresci muito na comunicação, falando para públicos diferentes e aproveitando oportunidades que antes pareciam distantes.
E, honestamente, um dos momentos mais marcantes para mim foi estar em espaços internacionais onde vi o Equador representado. Sentar em mesas que antes eu apenas imaginava, e saber que estava lá por causa do meu trabalho e deste programa, foi muito emocionante e motivador para mim.
Samsung: Como a escala ou o alcance do seu trabalho mudaram desde que você entrou no programa?
José Francisco Ochoa: Fazer parte do Generation17 abriu portas e ajudou a me conectar com parceiros, além de ser convidado para espaços onde posso representar meu trabalho e meu país.
Também ajudou meu trabalho a crescer além do Equador de uma forma mais consistente. Por meio da Academia del Océano, nossos programas virtuais agora alcançam mais pessoas em toda a América Latina, e nosso modelo presencial se tornou mais estruturado e replicável, com edições frequentes em nosso centro educacional em San Jacinto.
Um exemplo muito claro é o que aconteceu após a 3ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC3) em Nice, na França. Por meio daquele espaço, conheci líderes do Early Career Ocean Professionals (ECOP). A partir dessa conexão, construímos uma parceria e criamos um programa virtual internacional juntos. Tornou-se uma das nossas edições de maior sucesso até o momento, e isso aconteceu porque eu estava no lugar certo, com a credibilidade certa e a rede de contatos certa.
Além disso, o programa me motivou a aprimorar minhas habilidades tecnológicas. Participei de espaços de aprendizado, encontrei mentores e comecei a avançar mais rápido em direção à CIENVI, a plataforma EdTech que estou desenvolvendo para expandir a educação ambiental e de ciências naturais em espanhol. Para mim, a CIENVI é o próximo passo para escalar o que aprendi com a Academia del Océano, usando a tecnologia para alcançar mais alunos, educadores e organizações em toda a América Latina.
Samsung: Quais foram os resultados mais concretos que você alcançou no último ano?
José Francisco Ochoa: No ano passado, por meio da Academia del Océano, alcançamos mais de 10 mil pessoas com o nosso modelo híbrido, combinando aprendizado virtual com experiências reais de campo em San Jacinto, Manabí.
Na área da educação, entregamos 8 cursos certificados em biologia marinha por meio de parcerias com as principais universidades do Equador e organizações internacionais. Esses cursos abordaram conservação de tartarugas marinhas, fauna marinha, tópicos do ODS 14 e comunicação científica, e incluíram componentes de campo, como visitas a manguezais e atividades apoiadas pela comunidade. Também continuamos a desenvolver um modelo local que envolve 43 famílias ativas, guias comunitários e logística local rotativa que tornam essas experiências de campo possíveis.
No ambiente digital, organizamos 4 Meses Azuis (Blue Months) e emitimos quase 200 certificações. Graças ao formato virtual, alcançamos participantes além do Equador e em toda a América Latina, além de participantes da Europa e da Austrália. Um grande destaque foi o fortalecimento do nosso alcance regional por meio da nossa parceria com a ECOP, que nos ajudou a realizar um dos nossos programas virtuais de maior sucesso até hoje.
Além disso, ter a oportunidade de discursar em vários eventos internacionais impulsionou significativamente nosso engajamento nas redes sociais, atraindo um público mais amplo e nos ajudando a estabelecer contatos vitais para futuras colaborações.
Samsung: Houve algum projeto, ação ou parceria específica que só foi possível graças ao Generation17 e à parceria com a Samsung e o PNUD?
José Francisco Ochoa: Sim. Um exemplo muito claro são as parcerias e oportunidades que surgiram a partir da visibilidade que o Generation17 me proporcionou por meio da Samsung e do PNUD.
Fazer parte do programa me deu uma credibilidade internacional que tornou muito mais fácil iniciar conversas com parceiros e ser levado a sério desde o início. Isso abriu portas para convites, eventos e redes de contato que, sinceramente, eu não teria acessado no mesmo nível por conta própria. Graças a essa plataforma, pude apresentar a Academia del Océano em espaços de maior peso, conhecer pessoas que mais tarde se tornaram verdadeiros conectores e posicionar nosso trabalho como uma iniciativa séria que combina conservação dos oceanos, educação e tecnologia.
Essa visibilidade também me ajudou a ingressar em programas de prestígio que estão ampliando meu trabalho e me ajudando a crescer como líder, como o ChangemakerXchange e o programa de competitividade de Georgetown para a América Latina. Essas oportunidades não são apenas um título para mim; elas apoiaram diretamente o meu crescimento, a minha rede de contatos e os próximos passos do que estamos construindo.
Samsung: Com base em sua experiência no programa, como você vê o papel da tecnologia na solução de desafios sociais e ambientais na América Latina?
José Francisco Ochoa: A tecnologia é essencial na América Latina porque pode ajudar a resolver problemas reais que a nossa região carrega há muito tempo – especialmente as lacunas na educação, no acesso à informação e em oportunidades. Quando se trata de desafios ambientais, a tecnologia ajuda a traduzir a ciência em algo que as pessoas possam realmente entender e agir a respeito, para que não fique restrita a relatórios acadêmicos.
Ao mesmo tempo, não acredito que a tecnologia sozinha seja a solução. Ela só funciona quando está conectada à vida real das pessoas e às realidades das comunidades. Na minha experiência, a abordagem mais poderosa é a híbrida. As ferramentas digitais nos ajudam a alcançar mais pessoas em escala, mas as experiências em campo criam um aprendizado mais profundo e impacto local. É essa combinação que torna as coisas mais reais e duradouras.
Também acredito que a Inteligência Artificial pode ser um grande apoio, especialmente para a educação. Pode ajudar a personalizar o aprendizado, criar trilhas de aprendizagem e automatizar processos para que equipes pequenas possam realizar trabalhos maiores sem se esgotarem. Para mim, a tecnologia é uma força motriz, mas precisa ser usada com propósito, inovação e uma mentalidade voltada para o futuro que realmente ajude nossas sociedades a se desenvolverem de forma mais justa.
Samsung: Que mensagem você compartilharia com os jovens latino-americanos que desejam criar impacto social e ambiental em suas comunidades, e quais são suas prioridades e objetivos para o seu segundo ano no Generation17?
José Francisco Ochoa: Para os jovens agentes de mudança, minha mensagem é: comece localmente, mas pense regionalmente. No Equador, especificamente em áreas costeiras como Manabí, o que funcionou melhor foi integrar profundamente nossas iniciativas com a vida cotidiana da comunidade local. Acredito que essa abordagem hiperlocal e empática é exatamente o que vai ressoar e ter sucesso em outras regiões da América Latina também, adaptando-se a cada contexto cultural único.
Minha mensagem também é: acredite em si mesmo e comece. Siga seus instintos e aquilo pelo qual você é apaixonado, porque nunca haverá o momento perfeito. Você vai cometer erros e vai falhar às vezes, mas isso faz parte do processo. O que importa é que você aprenda, continue em frente e seja resiliente. Seja curioso, continue aprendendo algo novo todos os dias e não tenha medo de explorar o mundo e o seu próprio potencial.
O networking também é fundamental – não se trata de ser famoso, mas de construir relacionamentos reais e encontrar pessoas que possam apoiar sua visão. Fique perto da sua comunidade, seja empático e ouça. Quando você entende sua comunidade profundamente, as oportunidades surgem naturalmente.
Para o meu segundo ano no Generation17, minha prioridade é continuar crescendo como empreendedor social e focar na construção da CIENVI. A Academia del Océano tem sido a base do meu trabalho, mas com o tempo, percebi que o desafio é maior do que um único programa ou local. Por meio da CIENVI, quero criar microcursos flexíveis, recursos de aprendizagem digital e, futuramente, ferramentas apoiadas por AI para ajudar alunos, educadores e organizações a acessar educação ambiental de alta qualidade de qualquer lugar. Meu objetivo é escalar o que aprendi em um ecossistema digital por toda a América Latina. Também quero continuar representando o Generation17 em espaços internacionais, mostrando o que pode ser construído a partir da América Latina quando a tecnologia é usada com propósito.
Samsung: Como podemos nós, como indivíduos e como empresa, apoiar melhor os agentes de mudança emergentes como você?
José Francisco Ochoa: Para apoiar melhor os agentes de mudança emergentes, o que mais ajuda é um apoio que se traduza em ações reais, não apenas em visibilidade. A plataforma é poderosa, mas a maior diferença acontece quando ela nos ajuda a avançar mais rápido no dia a dia.
Por exemplo, o acesso a recursos flexíveis e financiamento estrutural que apoie a implementação direta – em vez de apenas a criação de conteúdo – seria um divisor de águas. Conexões estratégicas com parceiros, financiadores e suporte técnico também são vitais, especialmente para quem está construindo plataformas ou tentando escalar um modelo no Sul Global.
A mentoria é outra necessidade fundamental. Ter mentores para nos guiar em captação de recursos, operações, escalabilidade e storytelling torna o apoio altamente prático. Eu também adoraria ver maneiras de colaborar mais diretamente com a Samsung, como nos conectar a equipes que possam nos aconselhar sobre produtos e tecnologia, ou criar colaborações em formato de estágio, onde profissionais possam apoiar nossos projetos. Por fim, avisos antecipados sobre oportunidades e mais espaços regionais e bilíngues ajudariam os agentes de mudança da América Latina a se conectarem e colaborarem em fusos horários e contextos semelhantes.
Samsung: Como os dispositivos Samsung Galaxy têm ajudado em suas atividades pessoais e profissionais?
José Francisco Ochoa: Meu Samsung Galaxy S25 Ultra e meu Samsung Galaxy Book5 Pro têm sido essenciais para a minha vida pessoal e profissional. Como estou sempre em movimento, criando conteúdo, coordenando minha equipe e trabalhando de diferentes lugares, eu realmente valorizo a tecnologia que recebi por meio do programa, pois me ajudaram a melhorar a qualidade das minhas fotos e vídeos e a me manter conectado a um smartphone em que posso realmente confiar.
Profissionalmente, ele tem sido minha principal ferramenta durante as atividades em campo. Eu o uso para capturar fotos e vídeos de alta qualidade durante o trabalho de conservação e experiências comunitárias. Depois, posso editar e publicar o conteúdo rapidamente para redes sociais, relatórios e apresentações. Ele também me ajuda a gerenciar a logística todos os dias – mantendo contato com parceiros, respondendo e-mails, revisando documentos e organizando tudo enquanto viajo.
No âmbito pessoal, ele me ajuda a manter a consistência ao equilibrar viagens e a coordenação diária. É basicamente o conjunto de ferramentas que mantém tudo em movimento. E, honestamente, ter destaque no aplicativo Samsung Global Goals me deixa extremamente feliz. Ver meu rosto lá e saber que pessoas de todo o mundo podem descobrir o trabalho que estamos fazendo é algo de que me orgulho muito.
Mais detalhes sobre a Academia del Océano
A Academia del Océano visa educar os jovens e as comunidades latino-americanas sobre os ecossistemas marinhos, utilizando tecnologias e Inteligência Artificial para democratizar o acesso ao conhecimento científico, transformando dados técnicos em ferramentas práticas para a preservação ambiental. A parceria entre a iniciativa de José Ochoa e o Generation17 torna possível alcançar um público cada vez maior e integrá-lo aos ODS, promovendo mudanças concretas no comportamento humano e fomentando um futuro mais sustentável e ecológico. Para saber mais sobre o programa, acesse: Link.
