Celebrado em 8 de novembro, o Dia Nacional do STEM destaca a importância da integração entre Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática na formação de estudantes e no desenvolvimento de soluções para a sociedade. Na 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, essa abordagem ganha forma em dez projetos finalistas que partem de desafios identificados pelos próprios alunos em suas comunidades para investigar possibilidades e desenvolver propostas com aplicação prática.
Promovido pela Samsung, o Solve for Tomorrow é um programa global de Cidadania Corporativa que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a utilizar conhecimentos científicos e tecnológicos para enfrentar desafios reais. Os projetos selecionados para a etapa final demonstram como a metodologia STEM pode ir além do conteúdo em sala de aula, estimulando a investigação, a experimentação e a aplicação interdisciplinar do conhecimento.
STEM na prática: do problema à construção de soluções
Os dez finalistas foram selecionados entre 30 equipes semifinalistas e representam diferentes regiões do Brasil. São seis projetos do Nordeste, dois do Centro-Oeste, um do Norte e um do Sudeste, com iniciativas relacionadas a sustentabilidade, saúde, segurança, saneamento, gestão de recursos e preservação do patrimônio cultural.
As propostas mostram diferentes maneiras de aplicar a abordagem STEM. Em Barcelos (AM), por exemplo, estudantes da Escola Estadual Angelina Palheta Mendes desenvolvem o Biofiltro de Torneira, um filtro portátil que utiliza biochar produzido a partir do caroço de açaí e fibras de piaçava para investigar alternativas de tratamento doméstico da água.
Em Mogeiro (PB), o CisternSentinel combina sensores ultrassônicos, luminosidade e Internet das Coisas (IoT) para monitorar o nível da água e as condições de vedação de cisternas, apoiando ações preventivas contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Já em Aruanã (GO), o EcoRibeirinho propõe um sistema de monitoramento da qualidade da água do Rio Araguaia, com envio de alertas a pescadores sobre condições ambientais que podem estar associadas à mortandade de peixes.
A integração entre ciência e tecnologia também aparece em projetos voltados ao reaproveitamento de materiais. Em Vertentes (PE), o Pavers Sustentáveis investiga a utilização da casca da castanha de caju na produção de blocos para pavimentação, com ensaios de resistência e absorção de água. Em Ribeirópolis (SE), o Reutilizar para Plantar desenvolve tubetes biodegradáveis para mudas a partir de resíduos orgânicos, como fibra de coco e casca de ovo.
Outras equipes exploram aplicações em diferentes áreas. O FOSSA VIVA TECH, de Santa Bárbara (BA), propõe um biorreator para transformar dejetos orgânicos em biogás e biofertilizante, com monitoramento eletrônico. Em Carnaíba (PE), o Sertanino investiga um bioindicador de baixo custo para avaliar a qualidade da água por meio de extratos de plantas regionais. O SORGONEX, de Itumbiara (GO), pesquisa o potencial de extratos de raízes de sorgo para o desenvolvimento de um bioherbicida pré-emergente.
A tecnologia também é aplicada à preservação cultural e à gestão de espaços. Em São Luís (MA), o CentroVivo combina QR Codes, realidade aumentada e inteligência artificial em uma plataforma digital dedicada ao patrimônio histórico local. Em Campinas (SP), o OWL desenvolve um sistema de localização em tempo real para facilitar o gerenciamento de equipamentos em ambientes internos.
Aprendizagem que conecta conhecimento e realidade
Mais do que desenvolver protótipos, os projetos evidenciam o papel da abordagem STEM na construção de experiências de aprendizagem que estimulam os estudantes a observar o território onde vivem, reconhecer problemas e buscar respostas com base no conhecimento científico.
Nesse processo, diferentes disciplinas deixam de ser trabalhadas de forma isolada. A investigação de um problema pode exigir conceitos de Ciências para compreender fenômenos naturais, conhecimentos de Matemática para analisar dados, recursos tecnológicos para coletar informações e princípios de Engenharia para projetar e aprimorar soluções.
A metodologia também estimula competências como pensamento crítico, criatividade, colaboração e resolução de problemas. Por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL, na sigla em inglês), os estudantes participam ativamente das etapas de pesquisa, planejamento, experimentação e desenvolvimento das propostas, com orientação de seus professores.
“Os alunos observam e pesquisam suas comunidades. E, a partir de seus próprios interesses, iniciam uma jornada educativa de conhecimento científico estruturada pela mediação de seus professores. O Solve for Tomorrow valoriza essa empatia, colaboração e protagonismo. Dessa forma, busca reconhecer mobilizações transformadoras na rede pública de ensino e dar visibilidade para que possam servir de referência e inspiração para qualificar a aprendizagem e o desenvolvimento de jovens”, afirma Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:
Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada
O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.
Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.
Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026
23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria
O Samsung Ocean está com as inscrições abertas para as atividades gratuitas do mês de novembro. A iniciativa oferece capacitação tecnológica por meio de aulas, cursos, workshops e eventos realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade de Brasília (UnB).
O programa de capacitação tecnológica da Samsung é totalmente gratuito e oferece certificado de participação aos alunos concluintes. Podem participar brasileiros residentes em todo o país.
O que posso aprender com o Samsung Ocean em novembro?
Segundo Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil, o Samsung Ocean busca ampliar o acesso à capacitação tecnológica gratuita e oferecer oportunidades para que pessoas com diferentes níveis de conhecimento explorem novas áreas, desenvolvam habilidades e acompanhem as transformações do mercado. “A programação de novembro reúne temas relevantes para quem deseja aprender, se atualizar profissionalmente ou dar os primeiros passos em áreas como inteligência artificial, desenvolvimento de software e Internet das Coisas”, afirma.
Quem pode participar das atividades do Samsung Ocean?
Podem participar das atividades do Samsung Ocean maiores de 16 anos com interesse em tecnologia e áreas correlatas. O público-alvo do programa é composto por estudantes, profissionais, empreendedores e interessados em geral.
Como se inscrever nas atividades do Samsung Ocean?
Para se inscrever nas atividades do Samsung Ocean, basta acessar o site ou o aplicativo, disponível nas lojas oficiais, selecionar a aula/curso de seu interesse na agenda do mês vigente. Se ainda houver vagas disponíveis, clique no botão ‘Inscrever-se’ e siga as instruções de registro/login para reservar sua vaga.
As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e concedem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.
Agenda de atividades online
03/11 – [Android] Introdução (Parte 1)
04/11 – [OCEAN LAUNCH] Desenvolvimento e métricas de Produtos Inovadores
05/11 – [Digital Health] Manufatura Aditiva para Digital Health (Parte 1)
06/11 – [Desenvolvimento Ágil] Modelagem de Sistemas: Prototipação e MVP – [Empreendedorismo Tecnológico Inovador] Pitch: Teoria e Prática – [OCEAN LAUNCH] Desenvolvimento e métricas de Produtos Inovadores
09/11 – [Desenvolvimento Ágil] DevOps GIT – [Backend] Introdução ao Backend – [Metaverso] Introdução ao Game Design (Parte 1) – [OCEAN LAUNCH] Desenvolvimento e métricas de Produtos Inovadores
10/11 – [Programação] Fundamentos de Dados em Saúde Digital com Python e Pandas – [Empreendedorismo Tecnológico Inovador] Design Thinking para Desenvolvimento de Produtos Inovadores (Parte 1) – [Metaverso] Introdução ao Game Design (Parte 2) – [Android] Introdução (Parte 2)
11/11 – [Desenvolvimento Ágil] DevOps Docker – [Empreendedorismo Tecnológico Inovador] Design Thinking para Desenvolvimento de Produtos Inovadores (Parte 2) – [OCEAN LAUNCH] Desenvolvimento e métricas de Produtos Inovadores
12/11 – [Backend] Backend com NodeJs e Express
– [IA] Fundamentos de Agentes de IA: Conceitos e Implementações em Python (Parte 1)
– [Digital Health] Manufatura Aditiva para Digital Health (Parte 2)
13/11 – [BlockChain] Blockchain Não é Apenas Criptomoeda
– [Digital Health] Como Validar uma Tecnologia de Saúde Digital: do MVP à Evidência
– [IA] Fundamentos de Agentes de IA: Conceitos e Implementações em Python (Parte 2)
16/11 – [IA] Fundamentos de Visão Computacional: Conceitos e implementações com Python – [BlockChain] Ferramentas de Suporte a Programação para Blockchain – [Wearables] Entendendo Algoritmos de Análise de Movimento com Wearables – [Frontend] Introdução ao desenvolvimento Web com HTML e CSS – [Metaverso] Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 1)
17/11 – [UX] Design Thinking: Conceitos e Prática – [IA] Laboratório de IA conversacional aplicado ao contexto acadêmico – [Metaverso] Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 2) – [Empreendedorismo Tecnológico Inovador] Startup Game Experience
18/11 – [Programação] Aprendendo a programar em Python – [Empreendedorismo Tecnológico Inovador] Times Minimamente Viáveis – [Assistente de Voz] Assistente Virtual de Voz em Bixby – Trazendo Inteligência à Interface – [Metaverso] Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 3)
19/11 – [UX] Tópicos de UX para Design de Serviços – [IA] IA conversacional aplicada à escrita científica – [Desenvolvimento Ágil] Validação e Testes de Equipamentos de Protótipos – [Frontend Web] Introdução (Parte 1)
23/11 – [Desenvolvimento Ágil] DevOps com GitHub Actions – [Backend] Backend com NodeJS e Express – [UX] Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 1)
24/11 – [Android] Novas tendências e boas práticas – [Programação] Bancos de Dados SQL com Python para Saúde Digital – [Frontend] Publicação Online de Aplicações: HTML, CSS e React no Render – [UX] Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 2)
25/11 – [Fabricação Digital] Redes Neurais na Saúde I — Fundamentos e Primeiros Modelos – [Fabricação Digital] Redes Neurais na Saúde II — Aplicações com Dados e Texto – [OCEAN LAUNCH] Desenvolvimento e métricas de Produtos Inovadores
26/11 – [Backend] Programação Backend com gRPC: Construindo APIs Modernas e Escaláveis – [Frontend Web] Introdução (Parte 2)
27/11 – [Metaverso] Introdução à programação para o Metaverso – [Digital Health] Usabilidade e Acessibilidade em Saúde Digital: do Usuário ao Teste da Solução
30/11 – [IOT] Introdução à Internet das Coisas (IoT) – [UX] Tópicos de UX para IA – Experiências Omnicanal – [IA] Projetos e Programação com Arduino – [Digital Health] Ciência de Dados para Digital Health (Parte 1)
Atividades presenciais em São Paulo (SP)
09/11 – [Digital Health] Análise e visualização de dados de saúde com Python (Parte 1)
13/11 – [Digital Health] Análise e visualização de dados de saúde com Python (Parte 2)
Atividades presenciais em Brasília (DF)
03/11 – [Digital Health] Processamento de sinais eletrocardiográficos: curso prático
– [IA] Fundamentos de Inteligência Artificial – [OCEAN LAUNCH] Desenvolvimento e métricas de Produtos Inovadores
23/11
– [Wearables] Introdução a dispositivos wearables com Wear OS
25/11
– [IA] Heurísticas e Computação Evolutiva
Atividades presenciais em Manaus (AM)
04/11
– [IOT] Laboratório de Internet das Coisas com Cloud (Parte 1)
05/11 – [IOT] Laboratório de Internet das Coisas com Cloud (Parte 2)
06/11
– [Android] Aplicações Interativas com Jetpack Compose
09/11
– [IA] Detecção de Objetos em Tempo Real com YOLO e Python (Parte 1)
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e uso de CNC (Aplicações com I.A.) (Parte 1)
– [IA] Entendendo e implementando modelos de Inteligência Artificial com Orange e Python (Parte 1)
10/11
– [IA] Ciência de Dados: Laboratório com Pandas e Python
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e uso de CNC (Aplicações com I.A.) (Parte 2)
11/11
– [Programação] Programação para iniciantes: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 1)
– [IA] Detecção de Objetos em Tempo Real com YOLO e Python (Parte 2)
– [IA] Entendendo e implementando modelos de Inteligência Artificial com Orange e Python (Parte 2)
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e uso de CNC (Aplicações com I.A.) (Parte 3)
12/11
– [Programação] Programação para iniciantes: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 2)
13/11
– [IA] Entendendo e implementando modelos de Inteligência Artificial com Orange e Python (Parte 3)
– [Programação] Programação para iniciantes: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 3)
16/11
– [IOT] Laboratório Internet das Coisas (IoT) com Raspberry Pi (Parte 1)
– [IA] Introdução à Estatística para Ciência de Dados (Parte 1)
– [IA] Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes: Conceitos e Implementações em Python (Parte 1)
– [IA] Entendendo e implementando modelos de Inteligência Artificial com Orange e Python (Parte 4)
17/11
– [Fabricação Digital] Eletrônica e Prototipação de PCIs com aplicações de IA (Parte 1)
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com suporte de I.A. (Parte 1)
– [IOT] Laboratório Internet das Coisas (IoT) com Raspberry Pi (Parte 2)
– [IA] Introdução à Estatística para Ciência de Dados (Parte 2)
– [IA] Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes: Conceitos e Implementações em Python (Parte 2)
18/11
– [Digital Health] Aplicações de Wearables na Saúde
– [Fabricação Digital] Eletrônica e Prototipação de PCIs com aplicações de IA (Parte 2)
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com suporte de I.A. (Parte 2)
– [IA] Entendendo e implementando modelos de Inteligência Artificial com Orange e Python (Parte 5)
19/11
– [Backend] Laboratório de Backend e Banco de Dados com MongoDB
– [IA] Introdução à Estatística para Ciência de Dados (Parte 3)
– [Fabricação Digital] Eletrônica e Prototipação de PCIs com aplicações de IA (Parte 3)
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com suporte de I.A. (Parte 3)
– [IA] Entendendo e implementando modelos de Inteligência Artificial com Orange e Python (Parte 6)
30/11
– [Wearables] Dispositivos wearables: conectando sua vida
– [IA] Processamento de linguagem natural e mineração de opinião em Python
– [Android] Consumindo APIs com Ktor e Coil
Sobre a Samsung Electronics Co. Ltd.
A Samsung inspira o mundo e molda o futuro com ideias e tecnologias transformadoras. A empresa está redefinindo os universos de TVs, sinalização digital, smartphones, vestíveis, tablets, eletrodomésticos e sistemas de rede, além de memória, sistemas LSI e semicondutores. A Samsung também avança em tecnologias de imagem médica, soluções de climatização e robótica, enquanto desenvolve produtos automotivos e de áudio inovadores por meio da Harman. Com o ecossistema SmartThings, a colaboração aberta com parceiros e a integração da Inteligência Artificial em todo o portfólio, a Samsung oferece uma experiência conectada, inteligente e fluida. Além dos produtos e soluções de B2B, como a Linha Galaxy Robusta, Knox Suite e VXT. Para as notícias mais recentes da marca, acesse a Samsung Newsroom em https://news.samsung.com/br.
Como a ciência, matemática e a tecnologia podem ajudar a melhorar a qualidade da água, prevenir doenças, reduzir resíduos e preservar o patrimônio cultural? Essas são algumas das questões investigadas pelos dez projetos finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções para desafios reais de suas comunidades.
Selecionados entre 30 equipes semifinalistas, número recorde para essa etapa do programa, os finalistas representam diferentes regiões do país e combinam conhecimentos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) para criar protótipos conectados às necessidades de seus territórios.
As propostas vão do aproveitamento de resíduos agroindustriais na fabricação de materiais sustentáveis à criação de sistemas eletrônicos de monitoramento ambiental. Também há iniciativas voltadas à saúde pública, ao saneamento básico, à gestão de equipamentos em ambientes internos e à preservação do patrimônio histórico.
A diversidade dos projetos demonstra como a Aprendizagem Baseada em Projetos pode aproximar o conhecimento escolar de situações cotidianas. Ao investigar desafios locais, formular hipóteses e desenvolver protótipos, os estudantes exercitam o pensamento científico, a criatividade e o trabalho colaborativo, entre outras habilidades.
“Os alunos observam e pesquisam suas comunidades. E a partir de seus próprios interesses, iniciam uma jornada educativa de conhecimento científico estruturada pela mediação de seus professores. O Solve for Tomorrow valoriza essa empatia, colaboração, e protagonismo. Dessa forma busca reconhecer mobilizações transformadoras na rede pública de ensino e dar visibilidade para que possam servir de referência e inspiração para qualificar a aprendizagem e o desenvolvimento de jovens.”, afirma Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para América Latina.
Quais são os 10 projetos finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026?
As equipes finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil desenvolvem propostas em diferentes áreas, com soluções adaptadas às características e aos desafios identificados em suas comunidades.
Para a etapa final, foram selecionados seis (6) projetos da Região Nordeste, dois (2) da Região Centro-Oeste, um (1) da Região Norte e um (1) da Região Sudeste. Eles representam os seguintes estados:
Amazonas
Bahia
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Sergipe
Goiás
São Paulo
Os dez projetos finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026 atendem a desafios relacionados à sustentabilidade, saúde, segurança e preservação do patrimônio cultural.
Conheça mais detalhes sobre cada projeto.
Biofiltro de Torneira: aproveitamento de recursos amazônicos para filtrar água
Equipe de Barcelos (AM) é finalista do Solve for Tomorrow com projeto voltado ao tratamento da água
Na Escola Estadual Angelina Palheta Mendes, em Barcelos (AM), um grupo de cinco estudantes estão desenvolvendo um biofiltro portátil – que pode ser instalado em uma torneira – para enfrentar a falta de sistemas de filtração acessíveis, visando o tratamento doméstico da água para consumo da comunidade local. Para isso, o grupo utiliza o biochar – produzido a partir do caroço de açaí – e as fibras de piaçava.
Além da questão do acesso à água, o projeto propõe valorizar recursos naturais regionais e investigar possibilidades de aplicação da biomassa amazônica. Para Francielly Alves Lourenço, professora orientadora do grupo, o projeto proporcionou uma maneira de ensinar, na prática, o que os alunos aprendem em sala de aula. “Um grande desafio enquanto professor é trazer a ciência para a realidade do aluno, mas nós estamos usando essa ciência para fazer a diferença na realidade da nossa comunidade”, afirma.
CentroVivo: tecnologia para preservar o patrimônio histórico
Alunas de São Luís (MA) são finalistas do Solve for Tomorrow com projeto voltado à preservação do patrimônio histórico local
Um grupo de cinco alunas do IEMA Plena São Luís (MA) trabalha no desenvolvimento do CentroVivo, uma plataforma digital que reúne informações sobre o patrimônio cultural local e amplia a participação da comunidade em sua preservação. A solução combina QR Codes, Realidade Aumentada e Inteligência Artificial em uma proposta que conecta recursos digitais à experiência de conhecer os espaços históricos.
A equipe tem trabalhado na modelagem da plataforma e no desenvolvimento de suas funcionalidades com a proposta de transformar o acesso à informação em uma experiência participativa. “Durante o processo, as alunas foram ganhando mais confiança e apropriação do projeto. Isso é muito bonito de acompanhar”, afirma Maria Ribamar Silva Rocha, professora orientadora do grupo.
CisternSentinel: sensores para prevenir focos do Aedes aegypti em cisternas
Estudantes de Mogeiro (PB) são finalistas do Solve for Tomorrow com projeto voltado ao monitoramento de cisternas para combate ao mosquito Aedes aegypti
No Semiárido paraibano, alunos da Escola Cidadã Integral Técnica (ECIT) Otávia Silveira, em Mogeiro (PB), estão desenvolvendo o CisternSentinel. O sistema de monitoramento baseado em Internet das Coisas (IoT) visa apoiar ações preventivas contra a proliferação do mosquito Aedes aegupti em reservatórios distribuídos pela região, de forma a contribuir com a vigilância ambiental e facilitar a identificação de situações que exigem atenção.
O protótipo utiliza sensores ultrassônicos e de luminosidade para acompanhar o nível da água e identificar condições relacionadas à vedação das tampas de cisternas na região. Atualmente, a equipe trabalha na programação do dispositivo e na realização de testes de campo. “Chegar à final do Solve for Tomorrow é uma oportunidade histórica para nossa escola e para toda a região”, afirma Suênio Anderson Feliciano da Silva Alves, professor orientador do grupo.
EcoRibeirinho: monitoramento da água para apoiar a pesca sustentável
Grupo de Aruanã (GO) é finalista do Solve for Tomorrow com projeto para monitoramento da água
Em Aruanã (GO), estudantes do Colégio Estadual Dom Cândido Penso estão desenvolvendo o EcoRibeirinho, um sistema de monitoramento da qualidade da água para identificar condições ambientais que podem levar à mortandade de peixes no Rio Araguaia, de forma a auxiliar o trabalho de pescadores locais. A iniciativa pretende ampliar o acesso a informações sobre as condições do rio e contribuir para a prevenção de perdas financeiras de comunidades que dependem da pesca.
A proposta prevê ainda o envio de alertas aos celulares dos pescadores sobre condições preocupantes da água. Atualmente, a equipe trabalha na calibração dos sensores e no desenvolvimento de algoritmos de baixo consumo. “Um projeto desse nível permite que eles observem o local onde estão inseridos, identifiquem um problema e pensem em como solucioná-lo ou minimizá-lo”, afirma Flaviane Borges Teixeira Medrado, professora orientadora do projeto.
Fossa Viva Tech: saneamento ecológico com monitoramento eletrônico
Estudantes de Santa Bárbara (BA) são finalistas do Solve for Tomorrow com projeto de saneamento ecológico
Em Santa Bárbara (BA), estudantes da Escola Estadual Professor Carlos Valadares estão desenvolvendo o Fossa Viva Tech, projeto de biorreator para transformar dejetos orgânicos em biogás e biofertilizante. A proposta combina saneamento ecológico e monitoramento eletrônico para enfrentar os desafios da falta de esgotamento sanitário em áreas rurais.
A iniciativa propõe ainda uma alternativa para o tratamento de efluentes domésticos, buscando reduzir os riscos de contaminação do solo e das águas subterrâneas. O objetivo principal é desenvolver uma solução acessível para comunidades rurais, com recursos que ajudem a acompanhar o funcionamento do sistema e as condições da água. “Quero que eles sejam protagonistas, coloquem a mão na massa, visitem as comunidades e implantem o projeto”, afirma Ana Luiza da Silva Rezende Guanais, professora orientadora do projeto.
OWL: localização em tempo real para melhorar a gestão de equipamentos
Alunos de Campinas (SP) são finalistas do Solve for Tomorrow com projeto de localização em tempo real
Estudantes da ETEC Bento Quirino, em Campinas (SP), estão desenvolvendo o projeto OWL, um Sistema de Localização em Tempo Real (RTLS, na sigla em inglês) que busca facilitar a localização e o gerenciamento de equipamentos em ambientes internos, como escolas e instalações industriais. A proposta pretende superar as limitações do GPS em locais fechados, contribuindo para a organização logística e a segurança patrimonial.
O protótipo utiliza etiquetas móveis, âncoras fixas, microcontroladores ESP32 e tecnologia de banda ultralarga (UWB) para calcular a posição dos objetos e prever a exibição de sua localização em uma interface web sobre a planta do ambiente. A equipe tem trabalhado no desenvolvimento da plataforma computacional para visualizar os dados e acompanhar os ativos.
Pavers Sustentáveis: reaproveitamento da casca da castanha de caju
Grupo de Vertentes (PE) é finalista do Solve for Tomorrow com projeto de pavers sustentáveis
Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Gil Rodrigues, em Vertentes (PE), estão desenvolvendo o projeto Pavers Sustentáveis, que propõe reaproveitar a casca da castanha de caju na produção de blocos para pavimentação. A iniciativa busca dar um novo uso a resíduos agroindustriais, contribuindo para reduzir os impactos do descarte inadequado e investigar alternativas mais acessíveis para a infraestrutura urbana.
A equipe tem realizado ensaios de compressão e absorção de água para avaliar as características do material, incluindo sua resistência e adequação a aplicações como calçadas e espaços comunitários. “Quando colocamos o aluno diante de um problema real, ele precisa buscar conhecimentos de diferentes áreas para encontrar uma solução”, afirma João Paulo da Silva, professor orientador do projeto.
Reutilizar para plantar: tubetes biodegradáveis feitos de resíduos orgânicos
Alunas de Ribeirópolis (SE) são finalistas do Solve for Tomorrow com projeto de tubetes biodegradáveis
Alunas do Colégio Estadual Abdias Bezerra, em Ribeirópolis (SE), estão desenvolvendo o projeto Reutilizar para Plantar, que propõe a criação de tubetes biodegradáveis a partir de resíduos orgânicos, como fibra de coco e casca de ovo. A iniciativa busca oferecer uma alternativa aos recipientes plásticos utilizados por agricultores familiares e viveiristas na produção de mudas, reduzindo a geração de resíduos de difícil degradação.
O protótipo visa o plantio direto do tubete no solo, sem a necessidade de retirar a muda de um recipiente de plástico. A equipe investiga características como resistência mecânica e porosidade para avaliar o desempenho durante o manuseio e o comportamento do material no solo, além da possibilidade de incorporar nutrientes às plantas. “As meninas melhoraram muito na compreensão da ciência e sobre como um cientista trabalha”, afirma Danilo Oliveira Santos, professor orientador do projeto.
Sertanino: uma proposta de bioindicador para avaliar a qualidade da água
Estudantes de Carnaíba (PE) são finalistas do Solve for Tomorrow com bioindicador da qualidade da água
Em Carnaíba (PE), estudantes da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire estão desenvolvendo o Sertanino, uma proposta de bioindicador de baixo custo para investigar a qualidade da água em comunidades rurais do Sertão do Alto Pajeú. O protótipo consiste em uma pastilha formulada com extratos de plantas regionais ricas em taninos. A equipe investiga a possibilidade de utilizar mudanças visíveis na cor da água como indicador e realiza testes de sensibilidade e uniformidade para avaliar o comportamento da solução.
A iniciativa considera os desafios enfrentados por localidades que dependem de cisternas e açudes e têm acesso limitado a análises laboratoriais, buscando desenvolver um recurso simples para auxiliar na triagem da água. “Quando pensamos nas comunidades rurais, indígenas e ribeirinhas, percebemos que muitas vezes o acesso às tecnologias necessárias para identificar parâmetros básicos da qualidade da água é limitado”, afirma Gustavo Santos Bezerra, professor orientador do projeto.
SORGONEX: investigação de uma alternativa natural para o controle da tiririca
Equipe de Itumbiara (GO) é finalista do Solve for Tomorrow com bioherbicida pré-emergente para combate à planta invasora
Estudantes do Centro de Ensino em Período Integral Dom Veloso, em Itumbiara (GO), estão desenvolvendo o SORGONEX, um protótipo de bioherbicida pré-emergente à base de extrato das raízes do sorgo. A pesquisa investiga a alelopatia, fenômeno pelo qual uma planta libera substâncias capazes de influenciar o desenvolvimento de outras, avaliando assim uma possível alternativa ao uso de herbicidas sintéticos no controle da tiririca, planta invasora que pode prejudicar jardins e plantações.
Com o uso de rizotrons, estruturas que permitem visualizar as raízes, o grupo acompanha o desenvolvimento das plantas e avalia o potencial do extrato para inibir a brotação de bulbos e tubérculos da tiririca. Os testes devem ajudar a determinar a eficácia, a concentração adequada e a segurança de eventual aplicação no ambiente. “O Solve for Tomorrow traz reconhecimento para nós, além de estimular e motivar nossos alunos a investigar e encontrar soluções para a nossa comunidade”, afirma Ayanda Ferreira Nascimento Lima, professora orientadora do projeto.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM — Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
A iniciativa tem coordenação geral do Cenpec, organização da sociedade civil que atua pela equidade e pela qualidade da educação pública brasileira. Entre os principais pilares do programa estão:
Aprendizagem prática: os estudantes aplicam conhecimentos escolares na investigação de problemas concretos.
Abordagem STEM: ciência, tecnologia, engenharia e matemática são integradas ao desenvolvimento das propostas.
Aprendizagem Baseada em Projetos: as equipes exercitam criatividade, colaboração, pensamento crítico e protagonismo.
Mentoria e capacitação: os participantes recebem apoio ao longo da jornada para desenvolver e aprimorar suas soluções.
Em 2026, o programa chegou à sua 13ª edição no Brasil, com crescimento1 de 7,7% no número de projetos válidos inscritos em comparação com 2025. A edição também registrou aumento de 11% na participação feminina e crescimento de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais, segundo dados internos da Samsung.
Quando será a votação popular do Solve for Tomorrow Brasil 2026?
A votação do Júri Popular será aberta em 23 de novembro de 2026, permitindo que o público conheça os projetos finalistas e vote em suas iniciativas favoritas no site oficial do programa. Já o anúncio dos vencedores da 13ª edição está previsto para 8 de dezembro de 2026.
Como a ciência, matemática e a tecnologia podem ajudar a melhorar a qualidade da água, prevenir doenças, reduzir resíduos e preservar o patrimônio cultural? Essas são algumas das questões investigadas pelos dez projetos finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções para desafios reais de suas comunidades.
Selecionados entre 30 equipes semifinalistas, número recorde para essa etapa do programa, os finalistas representam diferentes regiões do país e combinam conhecimentos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) para criar protótipos conectados às necessidades de seus territórios.
As propostas vão do aproveitamento de resíduos agroindustriais na fabricação de materiais sustentáveis à criação de sistemas eletrônicos de monitoramento ambiental. Também há iniciativas voltadas à saúde pública, ao saneamento básico, à gestão de equipamentos em ambientes internos e à preservação do patrimônio histórico.
A diversidade dos projetos demonstra como a Aprendizagem Baseada em Projetos pode aproximar o conhecimento escolar de situações cotidianas. Ao investigar desafios locais, formular hipóteses e desenvolver protótipos, os estudantes exercitam o pensamento científico, a criatividade e o trabalho colaborativo, entre outras habilidades.
“Os alunos observam e pesquisam suas comunidades. E a partir de seus próprios interesses, iniciam uma jornada educativa de conhecimento científico estruturada pela mediação de seus professores. O Solve for Tomorrow valoriza essa empatia, colaboração, e protagonismo. Dessa forma busca reconhecer mobilizações transformadoras na rede pública de ensino e dar visibilidade para que possam servir de referência e inspiração para qualificar a aprendizagem e o desenvolvimento de jovens.”, afirma Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para América Latina.
Quais são os 10 projetos finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026?
As equipes finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil desenvolvem propostas em diferentes áreas, com soluções adaptadas às características e aos desafios identificados em suas comunidades.
Para a etapa final, foram selecionados seis (6) projetos da Região Nordeste, dois (2) da Região Centro-Oeste, um (1) da Região Norte e um (1) da Região Sudeste. Eles representam os seguintes estados:
Amazonas
Bahia
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Sergipe
Goiás
São Paulo
Os dez projetos finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026 atendem a desafios relacionados à sustentabilidade, saúde, segurança e preservação do patrimônio cultural. Conheça abaixo mais detalhes sobre o projeto de São Paulo.
OWL: localização em tempo real para melhorar a gestão de equipamentos
Estudantes da ETEC Bento Quirino, em Campinas (SP), estão desenvolvendo o projeto OWL, um Sistema de Localização em Tempo Real (RTLS, na sigla em inglês) que busca facilitar a localização e o gerenciamento de equipamentos em ambientes internos, como escolas e instalações industriais. A proposta pretende superar as limitações do GPS em locais fechados, contribuindo para a organização logística e a segurança patrimonial.
O protótipo utiliza etiquetas móveis, âncoras fixas, microcontroladores ESP32 e tecnologia de banda ultralarga (UWB) para calcular a posição dos objetos e prever a exibição de sua localização em uma interface web sobre a planta do ambiente. A equipe tem trabalhado no desenvolvimento da plataforma computacional para visualizar os dados e acompanhar os ativos.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM — Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
A iniciativa tem coordenação geral do Cenpec, organização da sociedade civil que atua pela equidade e pela qualidade da educação pública brasileira. Entre os principais pilares do programa estão:
Aprendizagem prática: os estudantes aplicam conhecimentos escolares na investigação de problemas concretos.
Abordagem STEM: ciência, tecnologia, engenharia e matemática são integradas ao desenvolvimento das propostas.
Aprendizagem Baseada em Projetos: as equipes exercitam criatividade, colaboração, pensamento crítico e protagonismo.
Mentoria e capacitação: os participantes recebem apoio ao longo da jornada para desenvolver e aprimorar suas soluções.
Em 2026, o programa chegou à sua 13ª edição no Brasil, com crescimento1 de 7,7% no número de projetos válidos inscritos em comparação com 2025. A edição também registrou aumento de 11% na participação feminina e crescimento de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais, segundo dados internos da Samsung.
Quando será a votação popular do Solve for Tomorrow Brasil 2026?
A votação do Júri Popular será aberta em 23 de novembro de 2026, permitindo que o público conheça os projetos finalistas e vote em suas iniciativas favoritas no site oficial do programa. Já o anúncio dos vencedores da 13ª edição está previsto para 8 de dezembro de 2026.
O Samsung Ocean está com as inscrições abertas para as atividades da segunda quinzena de outubro. A iniciativa promove aulas, cursos e laboratórios para os interessados em aprender mais sobre os diversos temas relacionados à tecnologia e inovação.
O programa de capacitação tecnológica da Samsung é totalmente gratuito e oferece certificado de participação aos alunos concluintes.
Quem pode participar das atividades do Samsung Ocean?
Podem participar das atividades do Samsung Ocean maiores de 18 anos com interesse em tecnologia e áreas correlatas. O público-alvo do programa é composto por estudantes, profissionais, empreendedores e interessados em geral.
Como se inscrever nas atividades do Samsung Ocean?
Para se inscrever nas atividades do Samsung Ocean, basta acessar o site ou o aplicativo, disponível nas lojas oficiais, selecionar a aula/curso de seu interesse na agenda do mês vigente. Se ainda houver vagas disponíveis, clique no botão ‘Inscrever-se’ e siga as instruções de registro/login para reservar sua vaga.
O que posso aprender com o Samsung Ocean em outubro?
Segundo Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil, o Samsung Ocean busca ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico e oferecer oportunidades para que pessoas com diferentes níveis de experiência desenvolvam novas habilidades. “A programação da segunda quinzena de outubro reúne temas relevantes para o mercado e para a sociedade. Ao oferecer essas atividades gratuitamente, queremos incentivar o aprendizado contínuo e contribuir para a formação de pessoas preparadas para explorar as possibilidades da tecnologia e da inovação”, afirma
As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e concedem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.
Agenda de atividades online
15/10 – [IA] Introdução à Otimização e Computação Evolucionária (Parte 2) – [UX] Prototipação no-code de Soluções Digitais (Parte 2)
16/10 – [IoT] Introdução à Internet das Coisas (IoT) – [Android] Introdução ao Desenvolvimento Android
19/10 – [Wearables] Processando Dados de Sensores Inerciais: do Sinal Bruto à Informação Clínica
20/10 – [Desenvolvimento Ágil] MVP e Prototipagem de Soluções para Saúde Digital – [Android] Introdução (Parte 1) – [IA] Desenvolvimento de ChatBot em Python para Atrações Turísticas (Parte 1)
21/10 – [Empreendedorismo] Pitch: Teoria e Prática – [IA] Desenvolvimento de ChatBot em Python para Atrações Turísticas (Parte 2)
22/10 – [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva: Impressão 3D
26/10 – [Wearables] Watch Face Studio: Construção de Watch Faces com Wear OS 5 – [Inteligência Artificial] Laboratório de IA Conversacional Aplicado ao Contexto Acadêmico – [Empreendedorismo] Propriedade Intelectual – [Desenvolvimento Ágil] DevOps GIT – [UX] Introdução a One UI
27/10 – [Programação] Fundamentos de Bancos de Dados SQL para Saúde Digital – [Android] Introdução (Parte 2)
29/10 – [Digital Health] Aplicações de IoT na Saúde – [Fabricação Digital] Fundamentos de Impressão 3D e Processos de Fabricação Aditiva – [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Aplicações com Inteligência Artificial na Fabricação Digital – [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva: Impressão 3D
30/10 – [Digital Health] Introdução à IA para Digital Health
Atividades presenciais em Brasília (DF)
16/10 – [Internet das Coisas] ADC: Interface com o Mundo Analógico – [Internet das Coisas] Interrupções e Modos de Baixo Consumo
19/10 – [Android] Android Studio: Primeiro App Nativo
21/10 – [Metaverso] Introdução ao Desenvolvimento de Jogos em Realidade Virtual para Reabilitação
27/10 – [Digital Health] Introdução às Imagens Médicas
Atividades presenciais em Manaus (AM)
16/10 – [Backend] Laboratório de Backend e Banco de Dados com MongoDB
19/10 – [Backend] Integrando os Serviços de Backend na Nuvem – [IA] Inteligência Artificial: Entenda o que é e Como Está Presente no Seu Dia a Dia – [IoT] Laboratório de Prototipação (Parte 1) – [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 1) – [Programação] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 1) – [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 1)
20/10 – [IoT] Laboratório de Prototipação (Parte 2)- [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 2) – [Programação] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 2) – [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 2)
21/10 – [Android] Introdução ao Desenvolvimento Nativo – [IoT] Laboratório de Prototipação (Parte 3)- [IA] Eletrônica e Prototipação de PCIs com Aplicações de IA (Parte 2) – [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 3) – [Programação] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 3)
22/10 – [IA] Laboratório de Engenharia de Prompt – [Empreendedorismo] Estratégias de Monetização e Sustentabilidade em Modelos de Negócios Inovadores – [IA] Eletrônica e Prototipação de PCIs com Aplicações de IA (Parte 3) – [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 3)
26/10 – [Backend] Validação de Dados em Backend – [IoT] Laboratório Internet das Coisas (IoT) – Cloud
27/10 – [Wearables] Watch Face Studio: Construção de Watch Faces com Wear OS 5
29/10 – [Desenvolvimento Ágil] Introdução às Metodologias Ágeis – [Programação] Consultando Bases SQL com Python (Parte 1)
30/10 – [Android] Aplicações Interativas com Jetpack Compose – [Programação] Consultando Bases SQL com Python (Parte 2)
1 Devido às questões climáticas em Manaus, as atividades presenciais podem ser modificadas para o modelo online.
Estudantes da ETEC Coronel Fernando Febeliano da Costa, em Piracicaba (SP), estão entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung com coordenação geral do Cenpec, que incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
O grupo de estudantes do 3º ano do Ensino Médio desenvolve o projeto ‘LUBRA – Dispositivo de Inclusão Comunicativa para Democratização e Humanização’, uma tecnologia assistiva em formato de luva que busca converter sinais realizados em Libras em respostas sonoras. A proposta foi inicialmente pensada para situações de atendimento hospitalar, nas quais a ausência de profissionais que dominem Libras pode dificultar a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes.
A ideia surgiu a quando Rebeca Duarte, aluna envolvida no projeto, observou as dificuldades de comunicação por uma criança surda de seu convívio. A situação a levou a buscar uma solução capaz de facilitar a comunicação e ampliar a autonomia de pessoas surdas. “Isso mexeu comigo, porque ele não conseguia se comunicar e interagir com outras crianças. Hoje ele tem o apoio de um intérprete, mas ainda é difícil. Foi daí que nasceu o projeto”, conta.
A partir disso, a pesquisa realizada pelos estudantes apresentou a eles situações enfrentadas por pessoas surdas não oralizadas, especialmente em consultas e atendimentos de saúde. Com a definição do problema, os estudantes começaram a pesquisar os componentes necessários para desenvolver uma tecnologia capaz de reconhecer os movimentos realizados pelas mãos.
“O nosso objetivo é que ele acompanhe a gramática da Libras e dê mais autonomia para a pessoa surda, porque muitas vezes ela precisa se comunicar por meio de terceiros, que não é sua maneira natural de se expressar. Também queremos que as pessoas ouvintes possam conhecer e assimilar melhor os sinais”, explica Rebeca.
O primeiro protótipo utiliza sensores posicionados nos dedos da luva para captar a curvatura e a movimentação dos dedos durante a realização dos sinais. “Os movimentos identificados são comparados com informações armazenadas em um banco de dados e, quando há correspondência, o sistema gera uma resposta em áudio. Na versão atual, o som é reproduzido por um alto-falante conectado ao dispositivo”, explica Giovanna Pistolini, estudante da equipe.
Como próximo passo, os estudantes pretendem incorporar Bluetooth ao sistema para que a resposta sonora possa ser reproduzida por dispositivos que já possuem alto-falantes, como televisores, caixas de som e notebooks, por exemplo. A mudança poderá reduzir a necessidade de transportar um alto-falante próprio, tornando o uso da solução mais flexível.
O processo tem contribuído para que os estudantes ampliem seus conhecimentos em programação, eletrônica e desenvolvimento de protótipos, além de aprimorarem a capacidade de trabalhar em equipe. “O projeto desenvolveu muito o nosso raciocínio lógico e nossa capacidade de resolver problemas em grupo. Cada integrante assumiu responsabilidades específicas, mas reunimos essas diferentes áreas para construir a solução juntos”, destaca Daniel Correia, aluno também envolvido na solução.
Aluno trabalha no projeto ‘Lubra’, desenvolvido em Piracicaba (SP)
Durante a pesquisa, a equipe ainda ampliou o conhecimento sobre seu público-alvo e passou a compreender melhor os conceitos relacionados à surdez, à comunicação e à terminologia utilizada para tratar do tema. “Pesquisamos muito e fomos descobrindo os termos corretos. Esse processo melhorou nosso conhecimento sobre a comunidade surda, além do conhecimento tecnológico e da nossa capacidade de encontrar soluções durante a construção do projeto”, conta Giovanna.
Para Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, o projeto LUBRA mostra como a tecnologia pode ser desenvolvida a partir da escuta de uma necessidade concreta e transformada em uma solução com potencial para ampliar a autonomia e a inclusão. “Ao combinar sensores, programação e conhecimentos científicos para enfrentar uma barreira de comunicação, os estudantes demonstram como a abordagem STEM pode contribuir para desafios reais da sociedade”, afirma.
“O Solve for Tomorrow Brasil cria oportunidades para que estudantes da rede pública reconheçam seu potencial e coloquem seus conhecimentos em prática para enfrentar problemas reais. Projetos como o LUBRA mostram a importância de apoiar jovens e educadores em processos de investigação e experimentação, que articulam aprendizagem, inovação e compromisso com uma sociedade mais inclusiva”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.
Segundo os estudantes, a mentorias promovidas pelo Solve for Tomorrow Brasil têm ajudado a equipe a revisar materiais, esclarecer dúvidas científicas e encontrar soluções para desafios de programação e desenvolvimento. A mentoria também trouxe sugestões para o design da luva e para tornar o protótipo mais próximo da proposta visual imaginada pelos estudantes. “Também nos ajuda a manter o foco quando nos perdemos e traz uma visão mais objetiva para o projeto”, afirma Rebeca.
Para os professores envolvidos, a participação no Solve for Tomorrow Brasil representa uma oportunidade de ampliar a cultura de projetos na escola e aproximar os estudantes de experiências de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e resolução de problemas. “Tem sido uma experiência de grande aprendizado. Ver os estudantes buscando conhecimento científico e desenvolvendo soluções é muito gratificante, e eles acabam sendo uma referência para outros alunos da escola”, afirma Luís Henrique Bernardo, professor parceiro do projeto.
Para Marcos Anibal Cunha, professor orientador da equipe, esse processo é especialmente importante para jovens estudantes, pois os ajuda a reconhecer a própria capacidade de desenvolver soluções tecnológicas. “Eles se reúnem, dividem as tarefas, trocam ideias e se ajudam. Eles perceberam que têm capacidade para desenvolver esse tipo de projeto e que essa capacidade só precisa ser trabalhada”, conclui.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:
Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada
O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.
Qual é o impacto do Solve for Tomorrow?
O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.
Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026
16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
7 de dezembro: 7ª Mostra Solve for Tomorrow Brasil
8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria
Neste Dia Mundial dos Professores (5), a Samsung celebra a dedicação, a coragem e o poder de transformação dos educadores que, todos os dias, transformam suas comunidades e inspiram jovens. Presente na região desde 2014, o Samsung Solve for Tomorrow já impactou cerca de 450 mil professores e estudantes em 21 países, mobilizando comunidades escolares para identificar desafios locais e desenvolver soluções por meio da ciência, tecnologia e criatividade.
No programa, os professores orientam estudantes na criação de soluções para desafios reais de suas comunidades e, nesse processo, também transformam sua forma de ensinar. No contato diário com os alunos, acompanham novas perguntas, diferentes pontos de vista e maneiras de enxergar problemas que nem sempre aparecem nos livros. No Solve for Tomorrow, essa troca ganha ainda mais espaço: ao atuar como facilitadores do processo de aprendizagem, e não apenas como quem traz as respostas, os educadores ajudam os jovens a investigar, testar ideias e descobrir do que são capazes, ao mesmo tempo em que também aprendem com eles.
Da resposta pronta à construção conjunta
Para Henrique Pereira, professor de Biologia da rede estadual de São Paulo, essa mudança aconteceu aos poucos. Quando começou a desenvolver projetos de pesquisa com os estudantes, costumava definir grande parte das etapas do trabalho. A experiência com o projeto Macafiltro, no Solve for Tomorrow, mudou essa dinâmica.
Ao longo dos projetos, os estudantes passaram a investigar problemas presentes em sua própria realidade, conversar com pessoas próximas e propor caminhos para enfrentá-los. Henrique percebeu uma mudança importante na maneira como os jovens passaram a enxergar seu papel diante dos desafios da comunidade. “Eles passaram a entender que os problemas existentes em sua própria comunidade não precisavam ser simplesmente terceirizados para outras pessoas ou instituições. Eles também poderiam investigá-los e tentar encontrar soluções”, conta.
Em 2026, essa dinâmica avançou ainda mais: os próprios estudantes apresentaram ideias de pesquisa, e os professores escolheram quais projetos gostariam de orientar. Para Henrique, essa inversão de papéis representa uma das maiores contribuições do programa para sua prática. “Hoje, os próprios estudantes chegam com suas perguntas e suas ideias, e nós, professores, ajudamos a transformá-las em projetos. Portanto, acho que essa foi uma das maiores contribuições do Solve for Tomorrow para a minha prática: o Prêmio me ensinou a confiar mais na capacidade dos estudantes de pensar, propor e construir seus próprios caminhos”, afirma.
A experiência também transformou a maneira como Henrique entende a própria profissão. Depois de anos acompanhando projetos de pesquisa, ele resume essa mudança dizendo: “Aquela mudança não aconteceu apenas nos meus alunos. Ela aconteceu também em mim.”
Professor Henrique junto ao seu grupo de jovens alunas que desenvolveram um filtro com sementes de macaúba, planta abundante em sua comunidade.
Aprender a ouvir também faz parte de ensinar
Na Bolívia, Liliam Rocio Coronel Botello, professora com 31 anos de experiência, conta que o Solve for Tomorrow transformou sua maneira de se relacionar com os estudantes. A experiência a fez repensar o papel do professor e dar mais espaço para que os jovens participassem ativamente da construção dos projetos. “Aprendi a escutar. Como professora, evoluí bastante para o papel de guia, de acompanhante”, conta.
Na experiência com o projeto Biotransformadores, essa mudança se refletiu na confiança dos estudantes. Coronel acompanhou jovens que, inicialmente, tinham dificuldade para se expressar e que, ao longo do trabalho, passaram a participar mais, compartilhar suas ideias e colaborar com os colegas. “Esse é o meu orgulho: vê-los crescer como estudantes e ganhar confiança em si mesmos”, afirma.
A trajetória de Coronel também dá à homenagem deste Dia Mundial dos Professores um significado especial. Depois de 31 anos de profissão, ela se prepara para a aposentadoria, mas vê a possibilidade de continuar apoiando jovens como algo que pretende levar consigo. “Falta um aninho para eu me aposentar. São 31 anos como professora e acho que já cumpri meu papel. Mas, se houver possibilidade de continuar ajudando e apoiando rapazes e moças, será com todo o prazer; isso sempre vai estar no meu coração”, conta.
Professora Coronel apresentando seu grupo de estudantes e celebrando a conquista no Solve for Tomorrow Bolivia pelo protótipo do biodigestor que converte resíduos em biogás, água de irrigação e fertilizante.
Quando os estudantes percebem que têm algo a contribuir
Na Argentina, a experiência de María Alejandra Zerpa, professora de Informática e Docente Guía do projeto Solar Pack, em Campo Quijano, também mostrou como o papel do professor pode mudar quando os alunos ganham espaço para participar ativamente do processo.
Para María, uma das principais lições foi perceber que o professor não precisa ter todas as respostas. Ao permitir que os estudantes apresentassem suas ideias, testassem possibilidades e encontrassem diferentes caminhos para um mesmo problema, ela passou a enxergar com mais clareza o potencial que existe quando os jovens assumem o protagonismo. “Muitas vezes, como docentes, acreditamos que temos todas as respostas, e não é assim”, afirma.
Ao longo do projeto, María observou mudanças que iam além do desenvolvimento da solução. Os estudantes ganharam confiança, desenvolveram curiosidade, empatia, pensamento crítico e capacidade de trabalhar em equipe, além de reconhecerem habilidades que ainda não tinham percebido em si mesmos. Para ela, a experiência mostrou como um problema identificado na comunidade pode se transformar em uma oportunidade para os jovens entenderem que também podem contribuir para mudar sua realidade.
Professora María Alejandra Zerpa e seus estudantes que desenvolveram o projeto Solar Pack, uma mochila solar que oferece iluminação portátil
Professores que também fazem parte da força do programa
As experiências de Henrique, Liliam e María acontecem em diferentes países, mas mostram que o impacto do programa também acompanha quem ensina, seja na forma de enxergar os estudantes, de conduzir os projetos ou de repensar a própria prática.
Esse papel é parte central da proposta do Solve for Tomorrow. Para Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, os professores são fundamentais para a transformação positiva dos estudantes. “O Solve for Tomorrow só é possível graças à dedicação e ao compromisso das professoras e professores das redes públicas de ensino. Eles são verdadeiros catalisadores de ideias, conectando os conteúdos curriculares a habilidades socioemocionais e inspirando os jovens a transformar a criatividade em soluções que impactam suas comunidades”, afirma.
A parceria com os educadores também está presente na construção da plataforma regional do programa, criada para reconhecer e fortalecer a rede de professores na América Latina e reunir referências pedagógicas desenvolvidas por docentes para docentes. A proposta parte da experiência acumulada pelos próprios educadores e busca estimular a troca de conhecimentos entre diferentes países e contextos.
Na prática, o Solve for Tomorrow busca criar justamente esse espaço de parceria. As equipes passam por uma jornada de treinamentos e mentorias baseada em metodologias ativas de aprendizagem, como o Design Thinking e a Aprendizagem Baseada em Projetos.
Neste Dia Mundial dos Professores, as histórias desses educadores são também uma forma de reconhecer e celebrar aqueles que, todos os dias, dedicam seu conhecimento, tempo e experiência a guiar novas gerações, contribuindo para uma educação mais conectada às realidades e aos desafios de suas comunidades.
Para conhecer outras histórias de educadores e estudantes da América Latina que participaram do Solve for Tomorrow, acesse Link.
Solve for Tomorrow Brasil 2026
Realizado no Brasil desde 2014, o Solve for Tomorrow está em sua 13ª edição brasileira – atualmente na etapa de semifinalistas, que pela primeira vez com 30 projetos selecionados. Conheça cada um deles no site oficial e na Samsung Newsroom Brasil.
Veja o cronograma da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil.
16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria
Estudantes do Instituto Federal do Mato Grosso – Campus Avançado Lucas do Rio Verde, estão entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil. A iniciativa é conhecida por estimular estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
A equipe formada por quatro alunos do 2º ano do ensino médio desenvolve o projeto ‘Óculos com Inteligência Artificial para Acessibilidade de Deficientes Visuais’, com a proposta de criar um dispositivo de baixo custo que utilize recursos de visão computacional para auxiliar pessoas com deficiência visual em tarefas como leitura, identificação de objetos e reconhecimento de obstáculos.
A ideia surgiu a partir de uma experiência pessoal da estudante Bruna Stoinski, que tem na família uma pessoa com baixa visão. Ao observar as dificuldades enfrentadas no cotidiano e conhecer outras pessoas com deficiência visual, ela pensou em desenvolver uma tecnologia que pudesse contribuir para ampliar a autonomia desse público.
O protótipo combina uma câmera com um mini computador equipado com recursos de conectividade, além de alto-falante e fones de ouvido. A proposta é que o sistema processe as imagens captadas e transforme as informações identificadas em comandos de áudio, permitindo que o usuário receba orientações sem precisar visualizar uma tela.
A equipe pesquisa recursos de visão computacional para identificar diferentes tipos de informação. Entre as aplicações estudadas estão a leitura de palavras e textos, o reconhecimento de objetos e a identificação de obstáculos. Segundo os estudantes, a proposta reúne e adapta tecnologias já existentes em uma solução pensada especificamente para pessoas com deficiência visual.
“Nós pesquisamos outros óculos e percebemos que alguns recursos eram voltados para descrever ambientes ou materiais, mas não eram específicos para pessoas com deficiência visual. Estamos juntando tecnologias que já existem e aprimorando todas elas em uma única solução”, conta Junior Eduardo, integrante do grupo.
Para orientar o trabalho, os estudantes criaram um formulário destinado a pessoas com deficiência visual, com perguntas sobre características dos usuários e recursos que gostariam de encontrar em uma tecnologia desse tipo. A equipe também busca estabelecer contato com escolas e profissionais que trabalham com pessoas com deficiência visual para coletar sugestões e, posteriormente, testar o protótipo.
“Quando tivermos o primeiro protótipo, nossa ideia é conversar com essas pessoas e usar os feedbacks e as ideias delas para desenvolver melhorias nos óculos. Nosso alicerce para produzir esse projeto se resume a ‘nada é sobre nós sem nós’: não podemos fazer esses óculos sem que as pessoas que precisam deles estejam incluídas nesse processo”, afirma Bruna.
Para Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, projetos como o desenvolvido pelos estudantes de Lucas do Rio Verde mostram a importância de colocar as pessoas diretamente impactadas por uma solução no centro do processo de inovação. “Ao transformar uma experiência pessoal em uma oportunidade de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, os alunos demonstram que a ciência também pode ser uma ferramenta para ampliar a autonomia e a inclusão. O Solve for Tomorrow busca justamente estimular esse olhar atento para os desafios da sociedade e o protagonismo dos jovens na criação de respostas para essas questões”, afirma.
“É muito significativo ver estudantes da escola pública transformando uma experiência concreta em uma oportunidade de pesquisa, aprendizagem e criação. No desenvolvimento dos óculos, eles não estão apenas aprendendo sobre inteligência artificial e visão computacional: estão investigando uma questão de acessibilidade, buscando ouvir as pessoas diretamente envolvidas e pensando em como incorporar essas perspectivas ao projeto. É esse protagonismo, articulado ao conhecimento e à mediação dos educadores, que dá sentido à inovação na educação”, afirma Beatriz Cortese, diretora-executiva do Cenpec.
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto tem contribuído para a formação dos estudantes como pesquisadores. Segundo Vigner Vieira dos Santos, professor e orientador do grupo, os alunos passaram a desenvolver habilidades relacionadas à criatividade, organização, responsabilidade, disciplina e cumprimento de prazos. O processo de construção do protótipo, incluindo modelagem e impressão 3D, também aproximou os alunos da experimentação prática.
Para os estudantes, a participação no Solve for Tomorrow tem ampliado o contato da equipe com outros projetos e diferentes formas de pensar e criar soluções. “Vivenciamos muitas situações no dia a dia que não recebem a devida atenção. O Solve traz essa possibilidade de pensar em como resolver esses problemas. Também temos visto outros projetos do programa que são incríveis e muito interessantes de acompanhar”, conta Ester Carla Sobral, aluna envolvida no projeto.
Já o professor Vigner observa que a experiência ampliou sua própria perspectiva sobre acessibilidade. “Tenho aprendido muito com eles e com essa iniciativa. É um projeto que nos faz pensar nas pessoas ao nosso redor. Espero que possamos contribuir com essa acessibilidade e que esses estudantes possam se tornar uma referência”, conclui.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:
Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada
O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.
Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.
Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026
16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria
Estudantes da Escola Estadual Caetano Pinto, em Miranda (MS), estão entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil. A iniciativa estimula estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
A equipe formada por estudantes do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio desenvolve o projeto ‘AquaPantanal: Água que ensina, alimenta e preserva’. A proposta busca reaproveitar a água condensada pelos aparelhos de ar-condicionado, que atualmente é descartada. Ao mesmo tempo, a localização de Miranda, município conhecido pela relação com a pesca e inserido no contexto do Cerrado e do Pantanal, levou o grupo a investigar se essa água poderia ser utilizada em um sistema de criação de peixes e cultivo de hortaliças.
A solução proposta é baseada no conceito de aquaponia, sistema que integra a criação de peixes ao cultivo de plantas. A equipe trabalha para desenvolver um protótipo de baixo custo que permita reaproveitar a água e, ao mesmo tempo, produzir alimentos. Entre as espécies consideradas pelos estudantes está o lambari do rabo amarelo, peixe nativo que poderá ser avaliado ao longo dos testes.
“O projeto contribui para que eles reconheçam como medir o pH, entendam que a água precisa estar dentro de determinados parâmetros para os peixes e desenvolvam habilidades de fazer levantamentos e buscar respostas científicas para os problemas. Com a IoT (sigla em inglês para Internet das Coisas), eles também vão poder captar informações do ambiente, o que aguça a curiosidade e a vontade de implementar coisas novas”, afirma Elissandra Aparecida Medeiros Barreto Kling de Santana, professora parceira do grupo.
Segundo Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, projetos como o AquaPantanal mostram como a ciência pode nascer da observação de situações presentes no cotidiano e se transformar em soluções com potencial de impacto para toda a comunidade escolar. “Ao investigar o reaproveitamento da água condensada dos aparelhos de ar-condicionado e integrá-lo a um sistema de aquaponia, os estudantes estão desenvolvendo conhecimentos científicos e tecnológicos enquanto refletem sobre o uso responsável dos recursos naturais. É esse olhar atento para a realidade, aliado à curiosidade, à pesquisa e à vontade de transformar, que o Solve for Tomorrow busca estimular nos jovens”, afirma.
“O AquaPantanal mostra como a escola pode ser um espaço de investigação conectado ao território e aos desafios que fazem parte do cotidiano dos estudantes. A partir de uma questão, como o destino da água condensada pelos aparelhos de ar-condicionado, os jovens estão mobilizando conhecimentos de diferentes áreas, formulando hipóteses, realizando experimentos e buscando construir uma solução. Esse percurso é muito importante, porque aproxima os estudantes da ciência e mostra que produzir conhecimento também é uma forma de compreender e transformar a realidade”, afirma Beatriz Cortese, diretora-executiva do Cenpec.
Para Flavio Rossi Galhardo de Figueiredo, professor orientador do grupo, o grupo tem aprendido a observar problemas na comunidade, formular hipóteses, buscar informações em bibliografias e realizar testes para encontrar respostas. “Eles estão desenvolvendo o pensamento crítico e tendo um processo de iniciação científica dentro da escola. Alguns nunca tinham tido esse contato com a ciência. Estão melhorando o entendimento sobre como as coisas funcionam, além de desenvolverem a socialização. Isso pode direcionar esses alunos para a ciência e servir para a vida deles”, explica.
Segundo Elissandra, estar entre os semifinalistas representa um reconhecimento para os estudantes e para toda a comunidade escolar. “É uma valorização não só para nós, mas para a escola e para os alunos. É um projeto feito por nós, em um município pequeno e distante, e de repente aparecer em nível nacional é uma honra. Temos carinho e cuidado em cada passo do projeto. Isso nos faz sentir capazes. É um sonho se realizando”, conclui.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:
Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada
O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.
Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.
Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026
16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria
Estudantes da Escola Estadual Major Alcides Rodrigues dos Santos, em Boa Vista (RR), estão entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil. A iniciativa estimula estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
A equipe formada por cinco estudantes do 2º ano do ensino médio desenvolve o projeto ‘BIOGELIM: Bioinseticida de Gergelim Preto para Hortas Sustentáveis’. A iniciativa busca criar uma alternativa natural para o controle de pragas como pulgões e lagartas em hortas caseiras, reduzindo a dependência de inseticidas sintéticos e mitigando os impactos associados ao seu uso.
“O protótipo começou a partir da problemática dos agrotóxicos no meio ambiente. Pesquisando, encontramos o gergelim e vimos que ele tem compostos que repelem insetos. A partir disso, iniciamos a busca por uma solução viável contra as pragas. As pesquisas científicas, os testes em campo e as feiras de ciências ajudaram a gente a aprimorar o projeto”, explica Juan Vitor, estudante integrante da equipe.
Para o desenvolvimento do BIOGELIM, os estudantes trabalham com extratos da folha e da semente do gergelim preto. A equipe passou a realizar experimentos na horta da própria escola, avaliando a eficácia do protótipo e fazendo ajustes em sua formulação, além de acompanhar e analisar o comportamento das plantas e a presença de pragas para entender como aprimorar a solução.
Além da parte científica, o grupo participa de diferentes etapas do desenvolvimento do projeto. Há integrantes envolvidos nos testes e na busca por materiais, enquanto outros atuam na organização, no registro das atividades e na comunicação da iniciativa. “Tem sido uma boa experiência, porque estamos mudando algumas coisas para melhorar e tornar o projeto ainda mais eficaz e sustentável, sem prejudicar o meio ambiente”, conta Hemmilly Vithoria, estudante integrante da equipe.
“Um dos impactos do projeto para a nossa região é o envolvimento da comunidade escolar e de pessoas com pequenas plantações caseiras. A solução ajuda a combater as pragas sem causar danos ao solo, aos alimentos e às pessoas que os consomem. É uma alternativa viável porque busca enfrentar a poluição e a intoxicação, além de inibir os insetos”, explica Juan.
Alunos de Boa Vista (RR) desenvolvem o projeto ‘BIOGELIM’
A comunidade escolar também aparece no desenvolvimento da iniciativa. De acordo com o professor Manoel Reildo Cerdeira dos Santos, orientador do grupo, as famílias dos estudantes têm acompanhado as atividades e contribuído para que os alunos possam participar das diferentes etapas do programa. As mentorias do Solve for Tomorrow também têm sido utilizadas pela equipe para revisar aspectos científicos, econômicos e ambientais do projeto.
Para Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, o BIOGELIM mostra como a pesquisa científica pode alavancar o estímulo aos estudos, além de promover o envolvimento da comunidade escolar e familiar dos alunos. “Ao investigar uma alternativa natural para o controle de pragas, os estudantes de Boa Vista estão desenvolvendo não apenas um protótipo, mas também habilidades de pesquisa, experimentação e trabalho em equipe. É esse protagonismo, aliado à busca por soluções para questões ambientais e sociais, que o Solve for Tomorrow busca estimular nas escolas públicas brasileiras”, afirma.
“Quando a escola pública cria oportunidades para que estudantes investiguem problemas reais e produzam conhecimento, ela amplia as possibilidades de aprendizagem e de participação dos jovens em seus territórios. No BIOGELIM, vemos esse processo acontecer a partir da pesquisa científica, da experimentação e do trabalho coletivo, com estudantes assumindo um papel ativo na construção da solução. Fortalecer experiências como essa é também reconhecer a capacidade de inovação que existe nas escolas públicas de diferentes regiões do país”, afirma Beatriz Cortese, diretora-executiva do Cenpec.
Para os estudantes, o Solve for Tomorrow representa uma oportunidade de ampliar o contato com a pesquisa científica. Juan, por exemplo, conta que seu interesse pelo tema aumentou ao longo do desenvolvimento do projeto, à medida que passou a investigar novas informações e possibilidades para a solução.
“É nossa primeira vez no programa e tem nos estimulado a buscar conhecimento científico e ter vontade de pesquisar e saber mais. Isso melhora nossa capacidade de raciocinar, nossa oratória e faz a gente ter vontade de crescer profissionalmente e academicamente”, relata.
A experiência também ajuda os alunos a compreenderem o funcionamento da pesquisa científica na prática. “É superimportante para o desenvolvimento do nosso projeto. Temos adquirido novos conhecimentos com todas as pessoas e equipes que conhecemos. Podemos achar que o projeto está bom, mas sempre dá para melhorar. Também aprendemos que tudo bem errar: é só continuar e seguir trabalhando firme no projeto”, afirma Hemmilly.
Em sua terceira participação no Solve for Tomorrow Brasil, sendo a primeira como semifinalista, o professor Manoel enxerga o programa como uma oportunidade de aprofundar o trabalho desenvolvido pelos alunos. “A mentoria e os webinars ajudam muito, dão dicas de como fazer, orientam e são fundamentais para seguirmos fazendo ciência. É um programa que faz nossa dedicação valer a pena. Estamos felizes por chegar à semifinal e trabalhando muito para melhorar o protótipo”, conclui.
O que é o Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:
Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada
O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.
Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil?
O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.
Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026
16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria