Alunas de Luziânia (GO) são semifinalistas do Solve for Tomorrow com projeto científico usando o jatobá-do-cerrado

Um grupo de três alunas do CEPI Colégio Estadual Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia (GO), está entre os 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). 

Sob orientação da professora Gabrielle Rosa Silva, a equipe do 3º ano do ensino médio tem trabalhado na criação de produtos a partir do jatobá-do-cerrado, fruto típico da região, a fim de valorizar a biodiversidade local e explorar seu potencial para aplicações sustentáveis.

O projeto ‘Desenvolvimento e caracterização de bioplástico e larvicida’ surgiu a partir de uma aula da disciplina de Biotecnologia e busca aproveitar diferentes componentes do fruto para a criação de dois bioprodutos: um bioplástico e um larvicida que age contra o desenvolvimento de larvas do mosquito Aedes aegypti. 

A ideia por trás da solução

A partir da polpa, rica em amido, as estudantes desenvolvem um bioplástico com potencial de aplicação na moda e no cotidiano, que pode ser utilizado na produção de brincos, acessórios e outros elementos. A ideia é que, futuramente, o material possa até mesmo ser transformado em tecido. Já a casca do fruto é utilizada para produzir um extrato fitoquímico com ação larvicida, pensado para atuar em focos de água onde se desenvolvem as larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue e zika.

Alunas de Luziânia, Goiás, mostram acessórios produzidos a partir de bioplástico

Segundo Gabrielle Rosa Silva, professora e orientadora do grupo, a iniciativa nasceu do desejo de olhar para as riquezas naturais presentes na região e transformá-las em oportunidades de desenvolvimento. “Pensamos no que temos na região para enfatizar nossas riquezas por meio de produtos. O jatobá é um fruto que tem muito amido, então começamos a trabalhar com ele para produzir o bioplástico. A casca também tem componentes que podem ser utilizados para a questão do controle das larvas. Assim, conseguimos trabalhar com dois propósitos diferentes a partir de um mesmo fruto”, explica a educadora.

O desenvolvimento do projeto começou em 2024 e acompanha a sazonalidade do jatobá-do-cerrado. Durante o período em que o fruto está disponível, as estudantes realizam a coleta e produzem materiais que podem ser armazenados para continuidade dos trabalhos ao longo do ano. 

Atualmente, a equipe está concentrada no aprimoramento do bioplástico, realizando testes relacionados à umidade, degradação, textura, maleabilidade e rigidez. A intenção é compreender melhor as características do material e ampliar suas possibilidades de aplicação. 

“A participação no Solve for Tomorrow tem nos ajudado a ter um norte sobre o que precisamos fazer ao longo das semanas. A mentoria tem sido essencial para alinharmos nossas ideias e entender que não precisamos fazer tudo de uma vez. Agora podemos focar no bioplástico, melhorar o que já temos e pensar em aplicações que realmente possam ser desenvolvidas dentro da nossa realidade”, explica a educadora.

“A valorização dos recursos naturais e o desenvolvimento de soluções a partir das características de cada território são aspectos muito importantes em projetos de inovação com impacto social. Ao transformar uma riqueza do Cerrado em matéria-prima para novos produtos, as estudantes de Luziânia demonstram como a ciência pode contribuir para ampliar o olhar sobre a biodiversidade e, ao mesmo tempo, criar possibilidades concretas para a comunidade”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“Experiências como essa ampliam as possibilidades de os estudantes se reconhecerem como sujeitos capazes de produzir conhecimento e fazer ciência. Quando meninas de uma escola pública de Luziânia investigam o potencial de um fruto do Cerrado e transformam essa investigação em um projeto científico, elas também estão ampliando seus próprios horizontes. É papel da educação garantir que estudantes de diferentes territórios tenham acesso a essas experiências e possam desenvolver os conhecimentos necessários para participar da construção de novas soluções para a sociedade”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Além do potencial de aplicação dos produtos desenvolvidos, Gabrielle destaca que o projeto já provoca mudanças na trajetória das próprias estudantes. Para ela, a experiência com a ciência contribui para o desenvolvimento de habilidades e para que as alunas passem a enxergar novas possibilidades para o futuro. 

“Uma das meninas entrou na 1ª série muito tímida e, participando da iniciativa, aprimorou a oratória, o pensamento crítico e a capacidade de desenvolver projetos. Elas passaram a querer fazer ciência e isso é importante para formar pessoas críticas, capazes de observar e transformar a realidade. O futuro delas pode ser diferente, e essa experiência também enriquece a futura carreira profissional delas”, conclui.

Para a educadora, estar entre os 30 semifinalistas da 13ª edição também representa uma oportunidade de vivenciar uma experiência que vai além dos resultados do projeto. “Participar do programa é transformador. Quando terminarem, elas não serão as mesmas meninas. Já estamos vendo o quanto estão animadas para trabalhar no diário de bordo, pensar e decidir o que vão produzir. A expectativa não é apenas ganhar, mas aproveitar essa participação, que está sendo muito enriquecedora”, finaliza Gabrielle.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil. 

1 Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026.

Samsung Ocean abre inscrições para atividades gratuitas em outubro; agenda contempla Programação, IA, IoT, Digital Health e mais

O Samsung Ocean está com as inscrições abertas para as atividades gratuitas do mês de outubro. A iniciativa oferece capacitação tecnológica por meio de aulas, cursos, workshops e eventos realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade de Brasília (UnB).

O programa de capacitação tecnológica da Samsung é totalmente gratuito e oferece certificado de participação aos alunos concluintes. Pessoas de todo o Brasil podem participar das atividades.

O que posso aprender com o Samsung Ocean em outubro?

A agenda de atividades remotas abre o mês de outubro com um curso sobre Modelos de Regressão do Zero em R, com aulas marcadas para os dias 5, 7 e 9 de outubro. E a Trilha de Empreendedorismo realiza, no dia 6, uma aula sobre Escrita de Projetos de Inovação para Fomentos Públicos e Subvenção Econômica. E para o público da área da saúde, a Trilha de Digital Health promove uma aula sobre Regulação de Tecnologias, Apps e Softwares Médicos pela ANVISA, marcada para o dia 9.

No modelo presencial, a agenda de atividades contempla uma aula de Processamento de Imagens Digitais, que acontece no campus de Brasília dia 13 de outubro. E o Ocean Manaus realiza, nos dias 8 e 9, os cursos sobre Fundamentos de Agentes de IA com foco em Conceitos e Implementações em Python, e Modelos de Inteligência Artificial para Diagnóstico na Área da Saúde.

“Com uma programação diversificada, o Samsung Ocean permite que os participantes explorem diferentes áreas da tecnologia, desenvolvam habilidades práticas e acompanhem as transformações do mercado, conectando conhecimento e inovação às demandas da sociedade”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil. “Oferecer acesso gratuito à capacitação tecnológica é uma forma de contribuir para a formação de talentos e ampliar as oportunidades de desenvolvimento profissional em todo o Brasil”, conclui.

Quem pode participar das atividades do Samsung Ocean?

Podem participar das atividades do Samsung Ocean maiores de 16 anos com interesse em tecnologia e áreas correlatas. O público-alvo do programa é composto por estudantes, profissionais, empreendedores e interessados em geral.

Como se inscrever nas atividades do Samsung Ocean?

Para se inscrever nas atividades do Samsung Ocean, basta acessar o site ou o aplicativo, disponível nas lojas oficiais, selecionar a aula/curso de seu interesse na agenda do mês vigente. Se ainda houver vagas disponíveis, clique no botão ‘Inscrever-se’ e siga as instruções de registro/login para reservar sua vaga.

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e concedem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.

Agenda de atividades online

02/10 
– [Metaverso] Introdução ao Metaverso 
– [Desenvolvimento Ágil] DevOps com GitHub Actions

05/10
– [UX] Oficina de Usabilidade 
– [Programação] Aprendendo a Programar em Python 
– [IA] Modelos de Regressão do Zero em R (Parte 1)

06/10 
– [Backend] Backend com NodeJs e Express
– [Digital Health] Ecossistema da Saúde Digital e Tecnologias Emergentes
– [Empreendedorismo] Escrita de Projetos de Inovação para Fomentos Públicos e Subvenção Econômica (Parte 1)

07/10
– [UX] Oficina de Usabilidade 
– [Digital Health] Introdução à Digital Health
– [Backend] Programação Backend com gRPC: Construindo APIs Modernas e Escaláveis
– [IA] Modelos de Regressão do Zero em R (Parte 2)

08/10 
– [Metaverso] Introdução ao Game Design 
– [Empreendedorismo] Tendências em Inovação: Curso Prático de Pesquisa

– [Empreendedorismo] Escrita de Projetos de Inovação para Fomentos Públicos e Subvenção Econômica (Parte 2)

09/10
– [Digital Health] ANVISA e Saúde Digital: Regulação de Tecnologias, Apps e Softwares Médicos 
– [IA] Modelos de Regressão do Zero em R (Parte 3)

13/10
– [Programação] Aprendendo a Programar em Python para Saúde Digital 
– [IA] Introdução à Otimização e Computação Evolucionária (Parte 1)

14/10 
– [Empreendedorismo] Times Minimamente Viáveis
– [Inteligência Artificial] IA Generativa na Prática com Ollama
– [Desenvolvimento Ágil] Desenvolvimento Ágil – Framework Scrum
– [UX] Prototipação no-code de Soluções Digitais (Parte 1)

15/10
– [IA] Introdução à Otimização e Computação Evolucionária (Parte 2)
– [UX] Prototipação no-code de Soluções Digitais (Parte 2)

16/10 
– [IoT] Introdução à Internet das Coisas (IoT)
– [Android] Introdução ao Desenvolvimento Android

19/10
– [Wearables] Processando Dados de Sensores Inerciais: do Sinal Bruto à Informação Clínica

20/10
– [Desenvolvimento Ágil] MVP e Prototipagem de Soluções para Saúde Digital 
– [Android] Introdução (Parte 1)
– [IA] Desenvolvimento de ChatBot em Python para Atrações Turísticas (Parte 1)

21/10
– [Empreendedorismo] Pitch: Teoria e Prática 
– [IA] Desenvolvimento de ChatBot em Python para Atrações Turísticas (Parte 2)

22/10
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva: Impressão 3D

26/10 
– [Wearables] Watch Face Studio: Construção de Watch Faces com Wear OS 5
– [Inteligência Artificial] Laboratório de IA Conversacional Aplicado ao Contexto Acadêmico
– [Empreendedorismo] Propriedade Intelectual
– [Desenvolvimento Ágil] DevOps GIT
– [UX] Introdução a One UI

27/10
– [Programação] Fundamentos de Bancos de Dados SQL para Saúde Digital 
– [Android] Introdução (Parte 2)

29/10 
– [Digital Health] Aplicações de IoT na Saúde
– [Fabricação Digital] Fundamentos de Impressão 3D e Processos de Fabricação Aditiva
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Aplicações com Inteligência Artificial na Fabricação Digital
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva: Impressão 3D

30/10 
– [Digital Health] Introdução à IA para Digital Health

Atividades presenciais em Brasília (DF)

13/10 
– [Digital Health] Processamento de Imagens Digitais

16/10 
– [Internet das Coisas] ADC: Interface com o Mundo Analógico
– [Internet das Coisas] Interrupções e Modos de Baixo Consumo

19/10 
– [Android] Android Studio: Primeiro App Nativo

21/10 
– [Metaverso] Introdução ao Desenvolvimento de Jogos em Realidade Virtual para Reabilitação

27/10 
– [Digital Health] Introdução às Imagens Médicas

Atividades presenciais em Manaus (AM)

01/10 
– [IA] Introdução à Ciência de Dados: Fundamentos de Análise de Dados com Orange

05/10 
– [IA] Ciência de Dados: Laboratório com Pandas e Python

06/10 
– [Empreendedorismo] Formação de Cientista Empreendedor

08/10
– [IA] Fundamentos de Agentes de IA: Conceitos e Implementações em Python (Parte 1)
– [Digital Health] Entendendo e Implementando Modelos de Inteligência Artificial para Diagnóstico na Área da Saúde (Parte 1)

09/10
– [IA] Fundamentos de Agentes de IA: Conceitos e Implementações em Python (Parte 2)
– [Digital Health] Entendendo e Implementando Modelos de Inteligência Artificial para Diagnóstico na Área da Saúde (Parte 2)

14/10
– [Empreendedorismo Tecnológico Inovador] Times Minimamente Viáveis
– [IA] Eletrônica e Prototipação de PCIs com Aplicações de IA (Parte 1)

16/10
– [Backend] Laboratório de Backend e Banco de Dados com MongoDB

19/10
– [Backend] Integrando os Serviços de Backend na Nuvem 
– [IA] Inteligência Artificial: Entenda o que é e Como Está Presente no Seu Dia a Dia
– [IoT] Laboratório de Prototipação (Parte 1)
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 1)
– [Programação] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 1)
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 1)

20/10
– [IoT] Laboratório de Prototipação (Parte 2)
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 2)
– [Programação] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 2)
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 2)

21/10
– [Android] Introdução ao Desenvolvimento Nativo 
– [IoT] Laboratório de Prototipação (Parte 3)
– [IA] Eletrônica e Prototipação de PCIs com Aplicações de IA (Parte 2)
– [Fabricação Digital] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 3)
– [Programação] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 3)

22/10
– [IA] Laboratório de Engenharia de Prompt 
– [Empreendedorismo] Estratégias de Monetização e Sustentabilidade em Modelos de Negócios Inovadores
– [IA] Eletrônica e Prototipação de PCIs com Aplicações de IA (Parte 3)
– [Fabricação Digital] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 3)

26/10
– [Backend] Validação de Dados em Backend
– [IoT] Laboratório Internet das Coisas (IoT) – Cloud

27/10
– [Wearables] Watch Face Studio: Construção de Watch Faces com Wear OS 5

29/10
– [Desenvolvimento Ágil] Introdução às Metodologias Ágeis
– [Programação] Consultando Bases SQL com Python (Parte 1)

30/10
– [Android] Aplicações Interativas com Jetpack Compose
– [Programação] Consultando Bases SQL com Python (Parte 2)

Estudantes de Campinas (SP) são semifinalistas do Solve for Tomorrow com projeto de sistema de segurança

Alunos da Escola Técnica Estadual Bento Quirino, do Centro Paula Souza, em Campinas (SP), conquistaram uma vaga entre os 30 semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil com o projeto OWL – Sistema de Localização em Tempo Real para Gestão e Segurança de Ativos Indoor. A solução é capaz de rastrear equipamentos e objetos em ambientes internos e indicar sua localização em tempo real dentro de prédios.

Desenvolvido por estudantes do curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas da ETEC (Escola Técnica Estadual), o projeto busca solucionar uma limitação presente em tecnologias convencionais de localização. Enquanto sistemas de GPS funcionam com eficiência em áreas abertas, a comunicação com satélites é comprometida em ambientes fechados, dificultando o rastreamento de equipamentos dentro de prédios.

Como funciona o OWL

Para superar esse desafio, a equipe desenvolveu um sistema baseado em Ultra Wide Band (UWB), tecnologia de comunicação sem fio utilizada em aplicações que exigem localização precisa. A ferramenta utiliza dispositivos instalados nos equipamentos e pontos de referência distribuídos pelo ambiente para calcular a localização dos objetos monitorados e exibi-la em uma plataforma digital.

Os dados coletados são enviados para uma interface na web desenvolvida pelos próprios estudantes, que exibe em tempo real a localização dos ativos sobre a planta do ambiente monitorado. A tecnologia poderá ser aplicada em diferentes contextos, como escolas, centros logísticos, concessionárias, indústrias e edifícios corporativos, auxiliando na gestão e na segurança patrimonial.

A evolução do projeto

O projeto OWL surgiu em 2024, após o desaparecimento de um notebook da ETEC Bento Quirino. O episódio motivou uma discussão entre alunos e professores sobre um desafio ainda comum em sistemas de localização: como rastrear equipamentos dentro de prédios, onde o GPS não oferece precisão?

A primeira abordagem adotada pela equipe utilizava tecnologia Bluetooth para estimar a posição dos equipamentos por meio da intensidade dos sinais de radiofrequência. Durante os testes, paredes, móveis e estruturas metálicas interferiam nos resultados, dificultando a obtenção de dados consistentes.

“Uma hora o objeto aparecia cerca de um metro para a esquerda; pouco depois, surgia cinco metros à frente, sem ter saído do lugar”, relembra o professor orientador do projeto, Marcelus Guirardello. “Os dados não eram consistentes o suficiente para a aplicação que estávamos desenvolvendo”.

A partir desses resultados, a equipe passou a pesquisar outras abordagens utilizadas em sistemas de localização indoor. Foi nesse processo que os estudantes chegaram à tecnologia UWB, utilizada em sistemas de localização em tempo real que calculam distâncias a partir do tempo de propagação dos sinais. 

A equipe aproveitou o período de férias para estudar a nova tecnologia, adquirir os componentes necessários e construir o protótipo a partir de conhecimentos em áreas como radiofrequência, triangulação e sincronização temporal.

Próximos passos

Atualmente, a equipe fará a validação da tecnologia nos espaços da própria ETEC Bento Quirino. Para realizar os testes, os estudantes devem instalar pontos fixos de referência em diferentes áreas da escola, que permitem calcular a posição dos equipamentos monitorados dentro do ambiente.

Teste de monitoramento aplicado à quadra da escola

Embora tenha surgido a partir de uma necessidade identificada na própria escola, o OWL está sendo desenvolvido com potencial de aplicação muito além do ambiente educacional. A equipe acredita que a tecnologia pode contribuir para a localização de equipamentos, ferramentas, mercadorias e outros ativos em ambientes onde o GPS, tecnologia dependente de satélites, não consegue oferecer o mesmo nível de controle.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação a 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil. 

1 Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026.

Projeto para reuso da água escolar classifica estudantes de São José dos Pinhais (PR) como semifinalistas do Solve for Tomorrow

Alunos da Escola Estadual Herbert de Souza, em São José dos Pinhais (PR), conquistaram uma vaga entre os 30 semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil com o projeto “Da Casca ao Rio: biocerâmica filtrante para reuso da água escolar”, que propõe o tratamento e o reaproveitamento de águas cinzas geradas na instituição por meio de um filtro sustentável produzido com cascas de ovos.

A iniciativa surgiu a partir das preocupações dos estudantes com a qualidade ambiental do Rio Avariu, localizado próximo à escola. Ao longo dos últimos anos, os alunos realizaram pesquisas sobre as condições do local e participaram de ações voltadas à recuperação da área, incluindo o levantamento de espécies adequadas para o plantio nas margens do rio e o cultivo de mudas em parceria com a comunidade escolar e órgãos municipais.

A partir dessa experiência, o grupo passou a investigar formas de reduzir o desperdício de água dentro da própria escola. A solução encontrada foi o desenvolvimento de um sistema que combina uma biocerâmica produzida a partir de cascas de ovos com uma minicisterna para armazenamento da água tratada.

O objetivo do projeto “Da Casca ao Rio: biocerâmica filtrante para reuso da água escolar” é tratar as chamadas águas cinzas, que são as águas residuais geradas em atividades cotidianas, como a lavagem das mãos nas pias da escola. Em vez de serem descartadas diretamente na rede de esgoto, essas águas passariam pelo sistema de filtragem desenvolvido pelos estudantes e poderiam ser reutilizadas em aplicações que não exigem água potável, como a irrigação do jardim da escola.

Segundo Pauline Henrique Fernandes, professora de Química da escola e orientadora do projeto, a proposta ainda está em fase de testes para validar a eficiência do filtro e avaliar seu potencial de replicação em outras instituições. “É o primeiro filtro que estamos desenvolvendo na escola. Estamos analisando os resultados e buscando uma solução que possa contribuir para o melhor aproveitamento da água e para a redução dos impactos ambientais”, explica.

A solução vem sendo desenvolvida no Clube de Ciências da escola, que reúne cerca de 30 estudantes do Ensino Médio e foi criada para incentivar a pesquisa, a convivência e o protagonismo estudantil. Para Pauline, a iniciativa tem papel importante tanto na formação científica quanto no desenvolvimento pessoal dos participantes. “O Clube de Ciências é um espaço de acolhimento. Fazer ciência é inclusão”, afirma a professora.

A professora relata que já acompanhou transformações significativas entre os integrantes do grupo. Segundo ela, estudantes que antes apresentavam dificuldades de engajamento com a rotina escolar passaram a demonstrar maior interesse pelas atividades e pela construção de soluções para problemas reais.

“É muito gratificante acompanhar esse crescimento e ter oportunidades como essa para desenvolver projetos. Conseguimos fortalecer o vínculo dos alunos com a escola e despertar o interesse pela pesquisa e pela busca de soluções para desafios da comunidade”, destaca. 

O que é o Solve for Tomorrow Brasil?

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil?

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil. 

1 Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026.

Estudantes de Guadalupe (PI) chegam à semifinal do Solve for Tomorrow com sistema de coleta seletiva usando IA e Gamificação

Estudantes do CEEPRU Frei José Apicella, em Guadalupe (PI), estão entre as 30 equipes semifinalistas do Solve for Tomorrow Brasil. Com coordenação geral pelo Cenpec, o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung está em sua 13ª edição no País e incentiva alunos e professores de escolas públicas a desenvolverem projetos com base na abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

A equipe desenvolve o projeto ‘SchoolGain: Coleta Seletiva Inteligente com Engajamento Estudantil e Gamificação’, composto por um sistema que busca estimular a coleta seletiva no ambiente escolar por meio da combinação de Inteligência Artificial, automação e gamificação. A proposta utiliza lixeiras inteligentes equipadas com sensores e câmeras, que identificam os resíduos descartados, e uma plataforma digital que transforma a participação dos estudantes em uma dinâmica de pontos e recompensas.

A ideia surgiu a partir da percepção dos estudantes sobre a necessidade de melhorar o descarte e a organização dos resíduos na escola. Além de contribuir para a coleta seletiva no ambiente escolar, a equipe busca estimular mudanças de comportamento que possam ser levadas pelos alunos para outros espaços, incluindo suas próprias casas.

“É um caminho para que os alunos tenham consciência da importância da coleta e da organização do lixo escolar. Quando eles aprendem isso na escola, acabam levando essa ideia para os pais e familiares. É o que chamamos de home spillover”, explica Samuel Coelho de Sá, professor e orientador da equipe. 

Já a gamificação, explica o educador, é uma estratégia para aumentar o interesse dos estudantes pela coleta seletiva. Atualmente, o protótipo da lixeira passa por testes de sensores e de identificação dos resíduos. A equipe também disponibilizou a plataforma online, permitindo que os estudantes participem dos testes e acompanhem suas pontuações.

Segundo Samuel, o desenvolvimento do projeto tem permitido aos alunos a prática da pesquisa e da elaboração do referencial teórico, bem como programação e desenvolvimento do sistema, design da plataforma e revisão do projeto. “Eles estão divididos em grupos e cada um assume uma responsabilidade. Para eles, essa experiência tem sido maravilhosa”, afirma o educador.

Interface do projeto ‘SchoolGain’, desenvolvido em Guadalupe (PI)

“O SchoolGain mostra como a tecnologia pode ser utilizada não apenas para automatizar uma tarefa, mas também para estimular a participação dos estudantes na busca por uma mudança de comportamento. Ao combinar investigação, desenvolvimento tecnológico e gamificação, os alunos transformam um desafio presente na própria escola em uma oportunidade de aprendizagem e criação”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“Projetos como o SchoolGain mostram que a inovação na escola pública não se resume ao uso de novas tecnologias. Ela acontece quando estudantes são convidados a investigar problemas reais, trabalhar de forma colaborativa e criar soluções para transformar sua própria realidade. Essa combinação entre aprendizagem, protagonismo e impacto social está no centro do Solve for Tomorrow e revela a potência da educação pública para formar jovens capazes de participar ativamente da construção de respostas para os desafios de seu tempo”, afirma Beatriz Cortese, diretora-executiva do Cenpec.

Sobre a experiência com o Solve for Tomorrow, Samuel conta que amplia o contato da equipe com novas tecnologias e oportunidades de formação, incluindo atividades como mentorias e webinars. “As mentorias são ótimas. Nosso mentor ajuda muito o grupo, dá ideias e direciona o projeto. Ele também trouxe orientações sobre a parte financeira, que devemos trabalhar nos próximos passos e os alunos demonstraram grande envolvimento com todos eles”, conta.

No momento, a equipe segue testando o funcionamento da lixeira inteligente e a precisão da IA. Os estudantes também continuam utilizando a plataforma para avaliar a dinâmica de pontuação e recompensas e identificar melhorias para o sistema. A expectativa é aprimorar a integração entre a triagem automatizada e a plataforma de gamificação, tornando o SchoolGain cada vez mais adequado à rotina da escola e ampliando seu potencial como ferramenta de educação ambiental e engajamento estudantil.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil. 

1 Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026.

Alunas de Parauapebas (PA) transformam caroço de açaí em solução para recuperação hídrica em participação no Solve for Tomorrow Brasil

Quatro alunas da Escola Estadual de Ensino Médio Irmã Dulce, em Parauapebas (PA), estão na semifinal da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Orientadas pelo professor Roberto Costa da Silva, as estudantes desenvolvem o projeto ‘Euterpe-Aqua: Da Biomassa do Açaí à Tecnologia de Recuperação Hídrica’, que busca unir dois desafios presentes na realidade de Parauapebas: o descarte inadequado dos caroços de açaí e a necessidade de encontrar alternativas para o tratamento de águas impactadas por resíduos minerais associados à atividade mineradora.

“O projeto nasceu de uma pergunta muito simples sobre algo que vemos sendo descartado todos os dias na comunidade. Uma das alunas começou a pesquisar o que poderia ser feito com o caroço do açaí e encontrou o tanino. A partir daí, elas perceberam que poderiam unir esse resíduo a uma problemática muito presente em nossa cidade e começaram a pensar em como criar um protótipo para fazer esse processo de extração e contribuir para a purificação da água”, explica Roberto Costa da Silva, professor orientador do projeto.

Com base nessa pesquisa, as estudantes estão desenvolvendo uma usina piloto automatizada. O sistema utiliza tecnologia Arduino para controlar etapas como aquecimento e agitação da biomassa. A equipe também trabalha na programação do equipamento e na realização de testes para aprimorar o funcionamento do protótipo.

Além de buscar dar um novo destino a um resíduo que atualmente é descartado, o Euterpe-Aqua tem potencial de aplicação em uma questão ambiental relevante para a região. Parauapebas possui forte atividade mineradora, e o tratamento de efluentes e a preservação da qualidade da água são desafios importantes para o território. Ao investigar uma alternativa de origem vegetal para a recuperação hídrica, as estudantes trabalham com uma proposta que pode ser ampliada para outros contextos que enfrentam problemas relacionados à qualidade da água.

“O protagonismo feminino científico nesse projeto de Parauapebas é muito forte. O desenvolvimento das habilidades dessas alunas acontece enquanto elas trabalham em uma alternativa, que nasceu para atender a diferentes desafios de um mesmo território. Ao transformar um resíduo abundante em matéria-prima para uma solução tecnológica, elas trabalham conceitos de ciência e automação ao mesmo tempo em que buscam responder a uma questão ambiental relevante para a região. É um exemplo de como o conhecimento pode ser aplicado para criar alternativas sustentáveis e gerar impacto positivo na comunidade”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“O Euterpe-Aqua mostra como a escola pública pode ser um espaço de investigação e produção de conhecimento profundamente conectado ao território. Ao transformar um resíduo presente no cotidiano em objeto de pesquisa e solução tecnológica, as estudantes articulam diferentes áreas do conhecimento para enfrentar um desafio ambiental de sua região”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Atualmente, a equipe está concentrada no aprimoramento do protótipo e na realização de testes relacionados ao processo de extração dos taninos. As mentorias oferecidas pelo Solve for Tomorrow também têm contribuído para que as estudantes revisem etapas da proposta, identifiquem pontos de melhoria e avancem no desenvolvimento da solução. O objetivo é aperfeiçoar a tecnologia e investigar possíveis aproveitamentos para os resíduos que permanecem após a extração.

Para o professor Roberto, a participação no programa reforça a percepção das estudantes de que a ciência pode ser construída a partir de questões presentes em seu próprio cotidiano. “Elas estão percebendo que a ciência não está distante da realidade delas. Elas observam um problema, pesquisam, fazem descobertas, aplicam o conhecimento e pensam em como aquela solução pode beneficiar outras pessoas. O mais importante é que elas querem continuar investigando e aprimorando o projeto para que ele possa contribuir com a comunidade e com a região amazônica”, conclui.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil. 

1 Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026.

Estudantes de Carnaíba (PE) chegam à semifinal do Solve for Tomorrow com bioindicador natural para identificar contaminação da água

Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Paulo Freire, em Carnaíba (PE), estão entre as 30 equipes semifinalistasda 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Os alunos desenvolvem o projeto ‘Sertanino: Uma solução natural para um direito essencial’, um bioindicador natural voltado à identificação de possíveis contaminações da água por coliformes fecais. A proposta surgiu em razão da busca por uma alternativa mais acessível para a realização desse tipo de análise, especialmente em localidades onde o acesso a equipamentos e testes especializados é limitado. A partir disso, a equipe decidiu investigar o potencial de recursos naturais da própria região para criar uma solução.

Os primeiros estudos levaram os estudantes a pesquisar plantas da Caatinga que poderiam apresentar características úteis para a identificação de contaminantes. Entre as espécies analisadas, a equipe selecionou a Jurema-preta e a Catingueira, plantas com alta concentração de taninos. “Com base nos extratos obtidos, eles desenvolveram uma pastilha bioindicadora que apresentou uma alteração na tonalidade da água contaminada, enquanto a água não contaminada permaneceu transparente”, explica Gustavo Santos Bezerra, professor orientador do projeto.

A proposta parte de uma realidade presente no Sertão do Alto Pajeú, onde a escassez hídrica faz com que muitas comunidades utilizem água armazenada em cisternas e açudes. Sem acesso facilitado a análises de potabilidade, a população pode consumir água sem informações sobre sua qualidade, aumentando os riscos associados à contaminação. Para os estudantes, uma solução que permita uma sinalização inicial e visível pode contribuir para democratizar o acesso ao monitoramento de parâmetros básicos da água.

“Quando pensamos nas comunidades rurais, indígenas e ribeirinhas, percebemos que muitas vezes o acesso às tecnologias necessárias para identificar parâmetros básicos da qualidade da água é limitado. Existem equipamentos e testes disponíveis, mas eles podem ter um custo elevado ou exigir uma estrutura que nem sempre está próxima dessas populações”, afirma Gustavo.

Alunos de Carnaíba (PE) trabalham no projeto ‘Sertanino’

“O Sertanino mostra como a investigação científica pode partir da realidade dos estudantes e encontrar inspiração nos recursos disponíveis em seu próprio território. Ao pesquisar plantas da Caatinga e explorar seu potencial para desenvolver uma solução voltada ao monitoramento da qualidade da água, a equipe conecta conhecimento científico, experimentação e um desafio que pode afetar diferentes comunidades. Esse processo de observar um problema, investigar possibilidades e desenvolver uma solução é parte importante do protagonismo que o Solve for Tomorrow busca estimular”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“Quando a sala de aula também olha para a realidade do território, a escola transforma questões concretas em oportunidades de investigação e aprendizagem. O Sertanino é um exemplo disso! Ao estudar espécies da Caatinga para desenvolver uma alternativa de monitoramento da qualidade da água, os estudantes mobilizam diferentes conhecimentos, experimentam, levantam hipóteses e produzem ciência a partir de seu contexto. É esse processo, que articula aprendizagem, protagonismo estudantil e compromisso com o território, que contribui para uma educação capaz de ampliar perspectivas e enfrentar desigualdades”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Envolvendo conteúdos relacionados à Biologia, Química, pesquisa científica e experimentação, o processo de desenvolvimento do Sertanino inclui desde a identificação de um problema presente na região até o estudo de plantas, a realização de testes, a produção do protótipo e a preparação para comunicar os resultados da pesquisa.

“Além do conhecimento científico, eles estão desenvolvendo muita responsabilidade. Os estudantes precisam conciliar as atividades escolares com as etapas do projeto e aprendem a organizar esse processo. É um crescimento que acontece aos poucos e em diferentes aspectos”, destaca o professor.

Na etapa de validação do protótipo, a equipe busca agora comparar os resultados com análises laboratoriais mais avançadas. Para isso, o grupo estabeleceu uma parceria com uma universidade federal localizada em Serra Talhada (PE), onde deverá testar a sensibilidade da solução em ambiente laboratorial e aprofundar a avaliação de sua uniformidade e funcionamento.

“Participar do Solve for Tomorrow abre novos horizontes para os estudantes. Desde a inscrição, eles ficaram motivados com a possibilidade de conhecer a universidade e levar a pesquisa para um novo ambiente de aprendizado. Depois da classificação para a semifinal, o empenho aumentou ainda mais. Muitos dos nossos alunos vêm de comunidades rurais e enxergam no programa uma oportunidade de desenvolver soluções para a realidade onde vivem, além de conhecer possibilidades que podem transformar sua trajetória e ampliar suas perspectivas para o futuro”, afirma Gustavo.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
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Estudantes de Coelho Neto (MA) chegam à semifinal do Solve for Tomorrow com plataforma de IA para analisar desigualdades educacionais

Estudantes do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) em Coelho Neto (MA), estão entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Os alunos desenvolvem o projeto ‘ATLAS Escolar: Dados Públicos para Diagnóstico das Desigualdades Educacionais’, uma plataforma digital que propõe integrar e organizar dados públicos relacionados à educação para facilitar a compreensão dos desafios das escolas e redes de ensino. A ideia parte da existência de um grande volume de informações disponibilizadas por órgãos públicos para fins de pesquisa e acompanhamento da educação brasileira. A equipe pensou então em uma ferramenta capaz de transformar os chamados microdados em informações mais acessíveis. 

Professor de Robótica e responsável por disciplinas relacionadas à tecnologia, o orientador da equipe, Erick MacGregor Santos Lima, identificou a possibilidade de ampliar a experiência para um projeto voltado à realidade educacional da própria comunidade. “Quando conheci o Solve for Tomorrow, pensei em levar esse conhecimento para um projeto que envolvesse Inteligência Artificial, dados públicos e a própria escola, que é o ambiente em que estamos inseridos”, explica.

A proposta do ATLAS Escolar é reunir os dados, realizar o tratamento das informações e apresentá-las de maneira mais visual e intuitiva. A plataforma deverá contar com dashboards, gráficos e recursos de consulta que permitam observar indicadores educacionais em diferentes recortes territoriais. A equipe também trabalha no desenvolvimento de um modelo de IA capaz de analisar os dados e gerar diagnósticos sobre a realidade educacional de determinada região.

Com a ferramenta, a equipe pretende facilitar o acesso às informações para diferentes públicos, incluindo gestores e secretários de educação, professores e pesquisadores. A partir da identificação de indicadores e possíveis desigualdades, os dados poderão contribuir para compreender melhor os desafios de cada localidade e apoiar a definição de estratégias para ampliar o acesso e a qualidade da educação.

Dividido em diferentes frentes, o grupo tem trabalhado na construção do sistema e das interfaces, bem como tratamento das bases, análise de dados e desenvolvimento dos recursos de Inteligência Artificial. Dessa forma, a construção do projeto envolve conhecimentos de programação, desenvolvimento web, integração de sistemas e aprendizado de máquina.

“Para alunos do ensino médio, é um contato bastante avançado com tecnologia. Os estudantes atuam na integração de APIs e desenvolvimento de um sistema web completo, conhecimentos que muitas vezes só aparecem no ensino superior. Além das habilidades técnicas, os jovens exercitam o trabalho em equipe, proatividade e a capacidade de buscar soluções por conta própria”, destaca Erick.

A experiência também aproxima os estudantes da pesquisa científica e de possibilidades profissionais na área de tecnologia. Para o professor, esse contato precoce com ferramentas e metodologias científicas e tecnológicas pode contribuir tanto para a formação profissional quanto para despertar o interesse dos jovens pela continuidade dos estudos e pela pesquisa.

“O ATLAS Escolar evidencia o potencial de unir dados públicos, tecnologia e Inteligência Artificial para tornar informações complexas mais úteis para a sociedade. Ao desenvolver uma ferramenta que pode apoiar a leitura da realidade educacional, os estudantes demonstram que a tecnologia pode ser aplicada a desafios concretos e contribuir para tomadas de decisões assertivas e estruturadas. É esse tipo de protagonismo, baseado em conhecimento e na busca por soluções, que o Solve for Tomorrow procura estimular”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“A escola pública também é um espaço de produção de conhecimento sobre a realidade. O ATLAS Escolar parte dessa perspectiva ao mobilizar dados públicos para compreender as desigualdades educacionais e transformá-los em informações mais acessíveis. Ao fazer isso, os estudantes desenvolvem uma leitura crítica da educação e mostram como ciência e tecnologia podem contribuir para qualificar decisões e fortalecer as políticas públicas”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Atualmente em período de mentorias com os especialistas do Solve for Tomorrow, a equipe se prepara para integrar os dados às interfaces desenvolvidas para transformar o protótipo em uma plataforma funcional e navegável. “Estamos muito felizes com a experiência. As mentorias trazem um olhar técnico de quem está de fora e consegue enxergar o projeto de uma maneira diferente. Isso tem sido muito útil para a equipe e tem contribuído para que possamos avançar no desenvolvimento da solução”, afirma o professor.

A participação na semifinal também representa, para a equipe, uma oportunidade de ampliar seus horizontes acadêmicos e profissionais, além de mostrar o potencial da pesquisa desenvolvida em uma escola pública do interior do Maranhão. “Estar na semifinal é uma forma de mostrar que também fazemos pesquisa de qualidade. Eles estão verdadeiramente comprometidos com o trabalho, e isso o torna consistente, organizado e com potencial de impacto”, finaliza Erick.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
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Projeto de estudantes de Belém (PA) é semifinalista do Solve for Tomorrow com plataforma que usa IA para incentivar hábitos saudáveis

Alunas do Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Belém conquistaram uma vaga entre os 30 semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil. O “EDUQUEST: Inteligência Artificial e Gamificação no Estímulo a Hábitos Saudáveis” consiste numa plataforma que busca incentivar estudantes a adotarem práticas de autocuidado por meio de desafios, recompensas e recursos de inteligência artificial.

Desenvolvido por cinco alunas, entre 15 e 17 anos, do curso técnico integrado em Design de Interiores do IFPA, o projeto nasceu da experiência cotidiana das próprias estudantes. Além das disciplinas do Ensino Médio, elas cumprem uma carga horária técnica intensa e permanecem em período integral na instituição dois dias por semana. A rotina de aulas, trabalhos e atividades extracurriculares levou o grupo a observar que muitos estudantes acabam negligenciando hábitos importantes para a saúde e para o desempenho acadêmico, como a hidratação adequada, a organização dos estudos e a qualidade do sono.

Para ajudar os jovens a monitorarem esses hábitos de forma mais prática e motivadora, a equipe desenvolve um aplicativo para dispositivos Android que transforma atividades cotidianas em missões. Cada ação cumprida gera pontos que permitem ao usuário avançar de nível e acompanhar sua evolução dentro da plataforma.

Entre os hábitos acompanhados no projeto “EDUQUEST: Inteligência Artificial e Gamificação no Estímulo a Hábitos Saudáveis” estão:

  • Consumo de água; 
  • Alimentação saudável;
  • Cumprimento de tarefas escolares.

As estudantes criaram um sistema para valorizar cada atividade. Ao longo do uso, os participantes acumulam pontos e avançam em diferentes níveis, criando uma dinâmica inspirada em jogos digitais.

Um dos diferenciais do projeto é o uso da inteligência artificial para validar as atividades registradas pelos usuários. Para isso, são realizadas a curadoria de bancos de imagens e o treinamento de redes neurais capazes de reconhecer, por exemplo, fotos de garrafas de água, lanches saudáveis e outras evidências relacionadas às tarefas propostas.

O projeto é orientado pela professora Dra. Eliana S. Machado Schuber, arquiteta e docente de Desenho Arquitetônico no IFPA, e reúne profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Uma professora de Biologia e Química é coorientadora e responsável por auxiliar na definição dos parâmetros relacionados à saúde e ao bem-estar dos estudantes. Já o desenvolvimento tecnológico da plataforma conta com o apoio voluntário de uma professora da área de Informática.

“Nunca tínhamos trabalhado com inteligência artificial dessa forma. Tem sido um desafio para todas nós, mas também uma experiência muito enriquecedora acompanhar o interesse e a motivação das alunas durante o desenvolvimento do projeto”, afirma Eliana.

Eliana conta que decidiu participar do Solve for Tomorrow após realizar formações voltadas para educação STEM, incluindo um curso promovido pela Universidade de São Paulo (USP) e capacitações na área de aprendizagem baseada em projetos. A oportunidade tem sido um incentivo para transformar uma preocupação comum entre as estudantes em uma proposta de inovação com potencial de impacto dentro e fora da instituição.

Atualmente, as estudantes trabalham na alimentação dos bancos de imagens e no treinamento dos modelos de inteligência artificial que darão suporte à plataforma. A expectativa é que o EDUQUEST se torne uma ferramenta capaz de estimular hábitos mais saudáveis entre os alunos, utilizando tecnologia e gamificação para tornar o autocuidado mais acessível, motivador e integrado à rotina escolar.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 17 de agosto a 2 de outubro: Mentoria para as equipes semifinalistas
  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
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Estudantes de Santa Bárbara (BA) são semifinalistas do Solve for Tomorrow Brasil com projeto de biogás e biofertilizante

Um grupo de cinco estudantes da Escola Estadual Professor Carlos Valadares, em Santa Bárbara (BA), está entre os 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Orientados pela professora Ana Luiza da Silva Rezende Guanais, os estudantes do ensino médio desenvolvem o projeto ‘FOSSA VIVA TECH: Biorreator com Monitoramento STEAM no Sertão’ como uma alternativa acessível para o tratamento e aproveitamento de dejetos orgânicos em comunidades rurais do semiárido baiano. A tecnologia deverá permitir a transformação desse material em biogás, que pode ser utilizado como fonte de energia limpa em casas e pequenas fábricas, além da produção de biofertilizante para uso agrícola.

A proposta também prevê o monitoramento do processo por meio de placas Arduino e biossensores, capazes de acompanhar parâmetros como pH, pressão do gás, temperatura e fermentação. A intenção é utilizar esses dados para avaliar o funcionamento do biorreator e a qualidade dos produtos gerados. A equipe tem desenvolvido o protótipo em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e espera, futuramente, incentivar a adoção da solução por dezenas de famílias.

Com visitas previstas à UEFS, a equipe receberá o apoio de professores e pesquisadores para o desenvolvimento do protótipo. “Estamos muito ansiosos para conhecer a universidade e expandir nossos conhecimentos. É uma experiência nova, na qual poderemos trocar experiências e conectar nossas ideias com especialistas. Queremos aproveitar essa oportunidade para aprender e continuar avançando no nosso trabalho”, conta Nicoly da Silva Estrela, estudante integrante da equipe.

“O projeto desenvolvido em Santa Bárbara mostra como o conhecimento científico pode partir de desafios concretos do território e criar soluções com potencial de impacto social e ambiental. Ao transformar dejetos orgânicos em biogás e biofertilizante, os estudantes unem sustentabilidade, tecnologia e inovação para responder a uma necessidade presente em suas comunidades. É um exemplo de como o protagonismo dos jovens pode contribuir para transformar realidades e fortalecer o desenvolvimento de seus próprios territórios”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“Quando a escola pública se conecta aos desafios de seu território, ela amplia as possibilidades de aprendizagem e mostra aos estudantes que o conhecimento produzido em sala de aula pode dialogar com problemas concretos da sociedade. O projeto de Santa Bárbara expressa essa perspectiva ao unir ciência, tecnologia e sustentabilidade para pensar uma solução adequada à realidade do semiárido. Mais do que desenvolver um protótipo, esses estudantes estão construindo um percurso de investigação que fortalece sua autonomia, seu protagonismo e sua capacidade de participar da transformação de suas comunidades”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

A equipe está atualmente na fase de planejamento e desenvolvimento do protótipo. Os estudantes já definiram as características iniciais da solução e, após uma mentoria sobre prototipagem, trabalham na representação gráfica do biorreator. As próximas etapas envolvem a montagem do modelo e a integração dos sensores e placas Arduino responsáveis pelo monitoramento dos processos.

Além dos conhecimentos técnicos, a vivência no projeto tem provocado mudanças na dinâmica entre os envolvidos. Segundo Ana Luiza da Silva Rezende Guanais, professora e orientadora do grupo, as mentorias têm estimulado o pensamento crítico e o aprendizado dos alunos em áreas como Matemática e Tecnologia. A participação no Solve for Tomorrow reforça a possibilidade de levar o conhecimento produzido dentro da escola para além da sala de aula. 

“Eu não quero que a ciência fique apenas na cabeça deles e depois desapareça. Quero que eles sejam protagonistas, coloquem a mão na massa, visitem as comunidades e implantem o projeto. Meu sonho é que, daqui a algum tempo, Santa Bárbara seja uma referência na produção de biogás. Fazer ciência dentro de uma escola estadual e transpor esse conhecimento para a sociedade é algo que nos engrandece enquanto educadores”, conclui.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 17 de agosto a 2 de outubro: Mentoria para as equipes semifinalistas
  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil. 

1 Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026.