Fale com Lia é o novo aplicativo brasileiro deinteligência artificial do mercado

Desenvolvido pela IAExpertise, o portal FalecomLia reúne duas soluções de aplicativos de inteligência artificial elaboradas para atender usuários iniciantes nesta tecnologia, assim como pequenas empresas, escolas e educadores em geral. Trata-se do WhatsApp FalecomLia e do Social FalecomLia.

Lançado em março de 2023, o WhatsApp FalecomLia foi a primeira integração do ChatGPT com o aplicativo WhatsApp no Brasil. “Para aquelas pessoas que não sabem ou nunca usaram a inteligência artificial, oferecemos uma solução de chat baseada no WhatsApp. Nesta versão, qualquer usuário pode conversar com a Lia – uma IA treinada pela IAExpertise para ser uma jovem alegre e que gosta de interagir e ajudar com informações – e manter um diálogo humanizado através de texto e áudio”, explica.

O visitante pode utilizar o aplicativo de forma gratuita com até 10 conversas por dia. Caso opte por aumentar o número de diálogos e ter respostas mais longas, o valor da assinatura mensal é de R$ 29,90. “Desde 2023, a Lia já atendeu mais de 15 mil usuários de todo o país. Pelas nossas métricas, as principais utilizações foram de bate-papo, receitas, auxílio em pesquisas escolares e orações”, comenta.

Além do WhatsApp, o portal oferece o Social FalecomLia, um aplicativo de inteligência artificial generativo extremamente simples e de fácil operação voltado para o mercado corporativo e educacional. “Através desta versão, por exemplo, MEI´s, micro e pequenas empresas podem gerar conteúdos para redes sociais, como legendas de postagens, textos para e-mails, planejamento de marketing, etc. Já os professores, podem elaborar provas e outros materiais pedagógicos em segundos, tudo de maneira fácil e intuitiva”, diz.

Segundo Sona, hoje, um educador leva, em média, de duas a três horas para desenvolver uma prova. Com a Lia, esse tempo pode ser reduzido para menos de 1 minuto e, se o resultado não for o desejado, basta apenas acionar um botão para que o sistema gere um novo arquivo. Na prática, o professor passa a contar com uma assistente inteligente trabalhando com ele e para ele, 24 horas por dia.

A operação do Social FalecomLia é baseada em tokens (créditos) que podem ser adquiridos dentro do próprio sistema por meio de pacotes com valores a partir de R$ 50,00 (até 10.000 tokens). “A facilidade do aplicativo é que o usuário adquire os tokens em reais com pagamento via Pix, não necessitando usar cartão de crédito ou débito. Quando os tokens se esgotam, o usuário adquire um novo crédito. Não exigimos fidelidade e nem compromisso de pagamentos mensais e isso nos diferencia dos aplicativos internacionais disponíveis no mercado brasileiro”, conclui.

O acesso para ambas ferramentas pode ser realizado por meio do link www.falecomlia.com.br.

TVs LG OLED evo recebem certificação ecológica pelo quarto ano consecutivo

A LG Electronics continua a receber reconhecimento pelo seu firme compromisso com a sustentabilidade e práticas ecologicamente conscientes. As TVs OLED evo 2024 da LG obtiveram as certificações Reduction CO21 e Measured CO22 do Carbon Trust3 e Environmentally Evaluated Mark4 da Société Générale de Surveillance SA (SGS). Este é o quarto ano consecutivo de reconhecimento consistente para as iniciativas de ESG da LG. As mais recentes TVs OLED da LG também obtiveram a segunda certificação consecutiva Recycled Content5, demonstrando ainda mais o senso de responsabilidade ambiental da LG.

O Carbon Trust trabalha para conduzir o mundo a um futuro com emissão zero de carbono, avaliando o impacto ambiental de todo o ciclo de vida de um produto, desde a produção e distribuição até o uso e descarte. A certificação SGS foca na eficiência dos recursos e na presença de substâncias perigosas, enquanto a Intertek mede a percentagem de materiais reciclados utilizados. As respectivas abordagens das organizações promovem práticas de consumo responsável em diversos setores e contribuem para o objetivo mais amplo da sustentabilidade em todo o mundo.

Especificamente, a natureza dos pixels que se autoiluminam das TVs LG OLED atrai atenção significativa em rigorosas avaliações de sustentabilidade. Ao contrário das LCDs, as TVs LG OLED não requerem luz de fundo, o que significa que elas têm uma estrutura mais simples e precisam de menos componentes. Por exemplo, o OLED evo de 65 polegadas da LG, feita de fibra composta ultraleve, requer apenas 40% do plástico normalmente usados em uma TV LCD com tela do mesmo tamanho e pesa 20% menos.

Com base nas vendas estimadas de TVs LG OLED este ano, a expectativa é que a quantidade total de plástico usada nas TVs LG OLED de 2022 a 2024 seja 45 mil toneladas menor do que a das TVs LCD vendidas durante o mesmo período. A redução na utilização de plástico levará a uma diminuição nas emissões de carbono de aproximadamente 234 mil toneladas por ano, equivalente ao dióxido de carbono absorvido por um pinhal com 30 anos. Este número se traduz em um terço da área de Seul ou cerca de 31 mil campos de futebol.

Os plásticos reciclados representam cerca de 20% do plástico utilizado na fabricação de todas as TVs LG, incluindo TVs OLED, o que equivale a cerca de 4 mil toneladas de resíduos plásticos reciclados anualmente.

Além das atividades ambientais, as diversas iniciativas de ESG da LG receberam elogios de organizações nacionais e internacionais de renome. Em 2023, a LG foi incluída no Dow Jones Sustainability World Index (DJSI World – Índice Mundial de Sustentabilidade da Dow Jones) pelo décimo segundo ano consecutivo. O DJSI World classifica 10% das 2.500 maiores empresas globais com as maiores pontuações, com base nas suas práticas econômicas, ambientais, sociais e de governança de longo prazo. A inclusão da empresa nesta prestigiosa lista por doze anos consecutivos é um marco significativo, já que a LG é a única empresa sul-coreana na categoria da indústria de equipamentos e produtos de lazer e eletrônicos de consumo a alcançar esse feito.

A LG também recebeu a “nota Comprehensive A” do anúncio de avaliação e classificação de ESG do Korea ESG Standards Institute (KCGS) durante três anos consecutivos. Em 2023, a empresa obteve a sua quarta classificação consecutiva “A” de classificação de ESG do Morgan Stanley Capital International (MSCI).

“As TVs LG OLED lideram o mercado como a escolha definitiva para experiências de visualização premium, ao mesmo tempo que se superam para ser referência em padrões ESG”, disse Baik Seon-pill, líder da Divisão de Planejamento de Produto da LG Home Entertainment Company. “A LG continuará empenhada em seus esforços para criar um planeta melhor para todos.”

Veja vantagens de ter uma cozinha conectada com eletrodomésticos da Samsung

Os eletrodomésticos fazem parte de nossas vidas há décadas e, por conta disso, recebem inovações regularmente. A Samsung se orgulha por ter um portfólio completo e atualizado com o que há de mais moderno em termos de funcionalidades, com tecnologias de inteligência artificial já embarcadas.

Atualmente, a Samsung conta com eletrodomésticos inteligentes para diversos fins, como cooktop, forno elétrico e coifa, que são conectados e oferecem conveniência e assistência para as tarefas do dia a dia.

Abaixo, separamos algumas vantagens de ter uma cozinha conectada, além de indicar quais produtos podem ser usados para montar uma cozinha tecnológica.

Integração com SmartThings

Com o aplicativo exclusivo da marca, o SmartThings, diversos produtos do portfólio da Samsung podem ser conectados para que sejam controlados pelo smartphone ou por TVs da Marca. No caso do Cooktop Samsung, por exemplo, é possível monitorar os queimadores a qualquer momento, mesmo à distância. Além disso, indicadores retroiluminados em LED azul permitem identificar facilmente se algum dos cinco queimadores disponíveis está ligado.

Para o forno elétrico de embutir com Função Air Fry, disponível nas versões de porta única ou dupla, os usuários podem pré-definir modos de cozimento para os assados, com mais de 20 opções diferentes, ao mesmo tempo em que monitoram tudo por meio do SmartThings.

Completando o pacote da cozinha conectada, a marca conta com a Coifa Samsung, um moderno sistema de ventilação que permite o preparo das mais variadas receitas com silêncio e conforto, já que fornece ar limpo e fresco com seu sistema de Power Ventilation¹. O grande destaque aqui, além de ser um produto com design minimalista, que se encaixa em várias configurações de cozinha, é a possibilidade de realizar comandos como ligar/desligar e alterar os modos de exaustão, por meio do celular – e de qualquer lugar.

Facilidade e economia para o dia a dia

Ainda falando da Coifa Samsung, por meio do SmartThings Energy, é possível monitorar o consumo de energia mensal – e em tempo real – ao longo do mês. Para isso, o usuário consegue definir metas de gastos para não ter nenhuma surpresa na conta de luz no fim do mês.

Além disso, dentro do app é possível criar rotinas personalizadas para a coifa, que ativam funções em horários específicos ou com base nos hábitos do usuário. Exemplos disso incluem a possibilidade de a coifa responder com funções pré-determinadas, como acender as luzes e ligar a exaustão quando o cooktop estiver em uso, além de permitir o controle do quão forte estão a luz de iluminação e a exaustão do equipamento.

Ligar o cooktop também pode ser suficiente para fazer a coifa entrar em funcionamento, com características de velocidade e iluminação personalizadas pelo usuário por meio do SmartThings. Comandos de voz completam a experiência ao permitirem que o consumidor dê breves comandos para ligar, desligar, acionar a iluminação ou ajustar a velocidade de exaustão por meio da compatibilidade com a Samsung Bixby, Amazon Alexa ou Google Assistente.

Os produtos de cooking da Samsung foram pensados para oferecer uma experiência completa aos usuários, promovendo facilidades, trazendo economia e permitindo que tarefas que normalmente consumiriam muito tempo no dia a dia sejam realizadas em menos tempo.

[VÍDEO] Como usar o Circule para Pesquisar no Samsung Galaxy S24

O novo Circule para Pesquisar no Google oferece uma nova e intuitiva forma de realizar buscas ao circular a tela do smartphone.

A maneira que estamos acostumados a realizar buscar requer muitos passos: desbloquear o smartphone, abrir o navegador de internet, entrar no site de busca, digitar as palavras e só então receber os resultados do que você está procurando.

O Galaxy AI encurta este processo: basta segurar o botão inicial do smartphone e circular o que aparece na tela. Por exemplo, você vê um objeto – uma planta ou uma bandeira – em uma foto de uma rede social. Você segura o botão Home, circula o item e recebe resultados sobre ele em instantes.

Com o Circule para Pesquisar no Google, basta segurar o botão inicial no smartphone e, com a câmera apontada para o objeto, circular, destacar, rabiscar ou tocar na parte da tela para ver resultados referentes a busca. Inclusive, dependendo da sua localização atual, o Galaxy AI mostra resumos gerados por Inteligência Artificial que fornecem informações relevantes para certas pesquisas.

Galaxy AI em mais smartphones

O Galaxy AI foi apresentado durante o lançamento da linha Galaxy S24, em janeiro de 2024, inclui a inteligência artificial em tarefas cotidianas, como o resumo de texto, a transcrição de áudios e a edição de fotos, além das traduções mencionadas no texto.

Em março de 2024, o Galaxy AI chegou a mais smartphones Samsung Galaxy – Galaxy S23, Galaxy S23+, Galaxy S23 Ultra, Galaxy S23 FE, Galaxy Z Fold5 e Galaxy Z Flip5 e os tablets Galaxy Tab S9, Galaxy Tab S9+ e Galaxy Tab S9 Ultra de maneira gradual – por meio da atualização da interface One UI para a versão 6.1.

ESPM promove aula aberta sobre Inteligência Artificial para Marketing Digital em São Paulo

A ESPM, escola referência em Marketing e Inovação voltada para negócios, promove amanhã (17) aula aberta com a temática Inteligência Artificial para Marketing Digital, que acontece às 17h40, na Sala Global  9º andar – Bloco C), campus da instituição (Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana, SP). O curso terá convidados internacionais como Michael Stanczak – Vice Presidente da Illumin, empresa de mídia programática, e o Kenniess Wong – fundador da Ad Zymic, plataforma de criação automatizada por IA.

A aula aberta contará com o professor do curso de Administração Claudio Oliveira e o sócio da IDP Media Leandro Fujita, ambos farão um debate sobre o uso de IA para planejamento, criação, execução e controle de campanhas. 

O evento tem como proposta mostrar aos participantes de que forma podem se qualificar para planejar, implementar e otimizar campanhas de marketing usando IA. Segundo Cláudio Oliveira, a compreensão de técnicas e plataformas para executar campanhas personalizadas usando IA é de suma importância para aqueles que querem desenvolver trabalhos na área, “pois há uma crescente procura por profissionais qualificados e são bem remunerados.”

Serviço

Aula aberta sobre Inteligência Artificial para Marketing Digital

Dia: 17 de abril de 2024

Às 17h40

Local: Campus ESPM Vila Mariana

         Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana, SP

         Sala Global (no 9º andar – Bloco C)

Vagas limitadas e abertas ao público.

Link para inscrição: https://coliveira798.questionpro.com/t/AakpzZ2Ooc

Sobre os realizadores e parceiros do curso

.    Curso de Administração da ESPM, líder na formação de Business Leaders, https://www.espm.br/cursos-de-graduacao/administracao/

.    IDP Media, maior hub brasileiro de Martech com IA,  https://idpmedia.com.br/

.    AdZymic, plataforma de criação automatizada por IA, https://www.adzymic.co/

.    Illumin, plataforma de mídia voltada para jornada do consumidor, https://illumin.com/

Samsung reforça ação de Pré-registro+ para os novos notebooks Galaxy Book4 Series

Com o início da semana, a Samsung lembra os consumidores da ação de Pré-registro+, nas lojas físicas e online da marca, para os novos notebooks Galaxy Book4 Series, que em breve serão apresentados oficialmente no Brasil, e que poderão ser adquiridos com descontos de até R$ 1.700.

Para participar da ação de Pré-registro+, os consumidores interessados nos notebooks da linha Galaxy Book4 podem adquirir o voucher no valor de R$ 299, garantindo assim descontos de R$ 1.700 para a aquisição dos modelos Galaxy Book4 Ultra, desconto de R$ 1.200 para o Galaxy Book4 Pro, ou desconto de R$ 500 para o modelo Galaxy Book4 360.

O Pré-registro+ para os novos Galaxy Book4 já está disponível nas lojas físicas Samsung e também na Loja Online da Samsung.

Galaxy Book4 Series

Apresentados globalmente em dezembro, a família Galaxy Book4 é a mais inteligente e potente da Samsung até agora. Os notebooks trazem um novo processador inteligente, uma tela vívida e interativa e um sistema de segurança robusto, além de impulsionarem produtividade, mobilidade e conectividade por meio de recursos de Inteligência Artificial.

Os novos Galaxy Book4 possuem versões de 14 até 16 polegadas, com acabamento refinado e minimalista, incorporando uma ampla variedade de materiais reciclados, como plásticos, vidro e alumínio.

Razer anuncia Firefly V2 Pro, o primeiro mousepad gamer do mundo com retroiluminação LED

A Razer, marca líder mundial em estilo de vida para gamers, acaba de anunciar o Razer Firefly V2 Pro, o primeiro mousepad gamer do mundo totalmente iluminado em LED. O produto estabelece um novo padrão de qualidade na indústria graças à sua retroiluminação de lado a lado, que é otimizada por um acabamento de superfície fosco e capaz de proporcionar iluminação vívida por toda a sua extensão.

Projetado para dar mais precisão e velocidade ao usuário, o Firefly V2 tem ainda um acabamento microtexturizado que reduz o atrito com os mouses e é ideal para modelos de sensores ópticos. O periférico conta com 15 zonas de iluminação individuais e personalizáveis alimentadas pela tecnologia Razer Chroma™ RGB, e oferece aos jogadores a máxima imersão com efeitos de iluminação dinâmicos e reativos às ações dentro do jogo.

O Razer Firefly V2 Pro foi desenvolvido para jogadores que buscam inovação e estilo em seus produtos. O design totalmente iluminado do periférico oferece efeitos visuais impressionantes, enquanto a sua superfície microtexturizada proporciona um ótimo desempenho sensorial para uma jogabilidade aprimorada. Para melhorar ainda mais a experiência de uso, os usuários podem utilizar o software Razer Synapse e dar maior personalização de iluminaçãoo ao item, criando uma atmosfera de jogo verdadeiramente coesa e envolvente.

O Firefly V2 Pro tem uma porta USB-A embutida, perfeita para um conector para mouse sem fio, e a conveniência de um cabo USB-C destacável, que dá aos jogadores a versatilidade de alimentar o mousepad ou carregar a bateria do mouse. Já a estabilidade dos movimentos é garantida por uma base antiderrapante, até mesmo em longas e intensas sessões de jogo.

Mais informações sobre o Razer Firefly V2 Pro podem ser acessadas aqui.

Preço sugerido e disponibilidade

  • R$ 900,00
  • Outubro de 2024

Quem realmente se importa com as atualizações dos celulares?

No vídeo de hoje vou falar um pouco sobre as atualizações de sistema operacional e de segurança dos celulares, que normalmente é muito valorizado por quem gosta de tecnologia, mas que para o usuário comum não faz a menor diferença. Aproveitando vou deixar a pergunta para vocês responderem nos comentários, quem realmente se importa com as atualizações dos celulares? Vale a pena conferir e não esqueça de deixar um like e fazer a inscrição no canal!

Perto da universalização do acesso à internet, Brasil ainda tem maioria da população com baixa conectividade significativa, revela novo estudo

Embora o país caminhe para a universalização do acesso à Internet, com 84% de seus habitantes de 10 anos ou mais usuários da rede, somente 22% dos brasileiros a partir dessa idade têm condições satisfatórias de conectividade. Para a maioria (57%), a realidade é menos positiva. A constatação faz parte do estudo inédito “Conectividade Significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil“, lançado nesta terça-feira (16), em Brasília (DF), pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br/NIC.br), o levantamento oferece uma avaliação detalhada das lacunas existentes no acesso, no uso e na apropriação da Internet no contexto nacional. O material também será apresentado durante reunião do G20 neste mês.

O estudo propôs um método para mensurar a qualidade e efetividade do acesso da população às tecnologias digitais, a partir da construção de uma escala derivada do processamento de indicadores da TIC Domicílios – a mais abrangente pesquisa amostral domiciliar especializada em tecnologias da informação e comunicação feita no país. Como referencial analítico, recorreu-se à ideia de “conectividade significativa”, um conceito em construção e apoiado no entendimento de que a conexão deveria permitir utilização satisfatória de vários serviços na Internet, possibilitando o aproveitamento das oportunidades no ambiente online.

Foram definidos nove indicadores, agrupados em diferentes dimensões (acessibilidade financeira, acesso a equipamentos, qualidade da conexão e ambiente de uso). Quatro descrevem atributos individuais e os outros 5 refletem características dos domicílios. São eles: custo da conexão domiciliar, plano de celular, dispositivos per capita, computador no domicílio, uso diversificado de dispositivos, tipo de conexão domiciliar, velocidade da conexão domiciliar, frequência de uso da Internet e locais de uso diversificado.

A partir da soma das 9 variáveis selecionadas, os pesquisadores estabeleceram diferentes níveis de conectividade significativa, o que resultou numa escala de 0 a 9 para cada pessoa presente na amostra, na qual o score 0 indica ausência de todas as características aferidas, enquanto o 9 denota a presença de todas elas. Dentre as 4 dimensões analisadas, foram os indicadores de acessibilidade financeira que apresentaram o pior desempenho, seguidos pelos de acesso a equipamentos e de qualidade da conexão.

“A complexidade do cenário atual, marcado por rápidos avanços tecnológicos, tem exigido um alargamento da compreensão sobre inclusão digital. Considerar o nível de conectividade de um país pela quantidade de usuários de Internet entre seus habitantes não é mais suficiente. Os debates mais recentes no Brasil e no exterior sobre a questão enfatizam a necessidade de pensar na conectividade de maneira abrangente. Para entendermos melhor nossa realidade, decidimos dar um passo além e, numa iniciativa inédita, investigamos a qualidade da conectividade dos brasileiros por meio de diferentes recortes”, destaca Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br|NIC.br.

“Não estamos defendendo que se trate de uma abordagem única e exclusiva para medir o fenômeno, mas de um exercício analítico, e que terá de ser revisado no futuro. Sabemos que os condicionantes de qualidade de acesso mudam à medida que as tecnologias se modificam, e os usos que as pessoas fazem delas variam. Nossa intenção é contribuir com o debate em nível global a partir de uma experiência concreta”, acrescenta Barbosa.

Maioria na pior faixa

Os resultados por faixas de conectividade revelam que o maior grupo observado é o com scores de até 2 pontos, e que corresponde a um terço (33%) da população. Se essa proporção for somada com a do grupo que ocupa a faixa de 3 a 4 pontos (24%), é possível afirmar que 57% dos brasileiros estão em situação de baixa conectividade significativa. Somente 22% alcançaram a maior faixa (de 7 a 9) e 20% ficaram na de 5 a 6 pontos.

Considerando exclusivamente como usuários aqueles que se conectaram à Internet ao menos uma única vez nos 3 meses anteriores à sondagem), as porcentagens são: 23% (0 a 2 pontos), 27% (3 a 4 pontos), 23% (5 a 6 pontos) e 26% (7 a 9 pontos). Já os não usuários obtiveram os seguintes resultados: 86% (0 a 2 pontos), 11% (3 a 4 pontos) e 3% (3 a 4 pontos).

“Mesmo não usuários diretos de Internet podem apresentar algum grau de conectividade, caso convivam ou residam em local com conexão, por exemplo, o que aumentaria as chances de esse indivíduo ter algum aproveitamento da rede, ainda que de maneira indireta, por meio da ajuda de parentes ou conhecidos”, explica Graziela Castello, coordenadora de estudos setoriais no Cetic.br e responsável pelo levantamento.

Apesar do cenário desafiador, houve uma melhora gradativa ao longo da série histórica da TIC Domicílios, que vem sendo realizada pelo Cetic.br de forma ininterrupta há 19 anos. A análise retrospectiva dos níveis de conectividade significativa identificou uma redução na disparidade entre os grupos que ocupam os extremos da escala. Em 2017, 48% da população tinham score entre 0 e 2 e apenas 10% estavam na faixa de 7 a 9 pontos – uma distância de 38 pontos percentuais. Em 2019, a diferença entre eles recuou para 29 p.p.; em 2021, para 22 p.p.; e, em 2023, para 11 p.p.

“Esse quadro sugere uma tendência positiva, mas ainda que tenha sido detectada uma melhora progressiva, é preciso celeridade para reduzir as disparidades de conectividade no Brasil, que são reflexo direto das desigualdades que marcam a estrutura social do país”, ressalta a coordenadora.

Camadas e dimensões

O estudo incorporou análise em duas camadas, considerando dimensões territoriais, sociodemográficas e socioeconômicas, e aferindo a qualificação para o uso da Internet, bem como os tipos de atividades desenvolvidas na rede. “Com a primeira camada, tentamos identificar as brechas em inclusão digital. Já a segunda diz respeito à avaliação dos níveis de conectividade por habilidades digitais e atividades online, o que nos permite avançar na compreensão sobre as condições da população para o aproveitamento das oportunidades e o gerenciamento dos riscos postos pelo mundo digital. Juntas, elas nos permitiram compreender as nuances da conectividade digital no país”, comenta Graziela Castello.

A dimensão territorial (com recortes por regiões do país, áreas rurais x urbanas, unidades da federação e porte dos municípios por tamanho da população) abrange a distribuição geográfica do acesso e sua qualidade, enquanto a dimensão sociodemográfica analisa a conectividade em relação a presença de crianças no domicílio, idade, sexo, cor e raça. Já a dimensão socioeconômica considera a relação entre a conectividade e características dos indivíduos tais como: classe socioeconômica, presença na força de trabalho, escolaridade e ser (ou não) beneficiário de programa social. A avaliação feita com base nesses aspectos mostrou que as piores condições para conectividade significativa estão concentradas nos grupos populacionais historicamente excluídos.

Principais resultados

Norte e o Nordeste têm as piores condições de conectividade significativa, com apenas 11% e 10% da população, respectivamente, na faixa entre 7 e 9 pontos, e 44% e 48% (na mesma ordem), ocupando o outro extremo da escala (até 2 pontos) – a média nacional é de 33%. Em contrapartida, Sul (27%) e Sudeste (31%) registraram os melhores índices, sendo as únicas regiões no país em que a quantidade de habitantes na maior faixa é superior do que aquela na pior faixa.

A área e o porte do município de residência também demonstram forte associação com o nível de conectividade significativa. Quanto maior a cidade, melhor o desempenho. Naquelas com até 50 mil habitantes, 44% da população encontra-se na pior faixa da escala. Nas com mais de 500 mil habitantes, por sua vez, a proporção negativa cai quase pela metade (24%). Em relação à área, enquanto 30% dos habitantes das localidades urbanas estão no grupo de pior faixa (até 2 pontos), 54% da população em zonas rurais encontra-se nessa condição.

No recorte de faixa etária, o levantamento confirma a maior vulnerabilidade à exclusão digital dos idosos: 61% dos brasileiros com 60 anos ou mais apresentam scores mais baixos (até 2 pontos) de conectividade significativa, proporção muito acima da verificada no país de maneira geral (33%). E, diferentemente do que sugere o senso-comum, os dados desmentem a ideia de que os mais jovens apresentariam melhores indicadores no mesmo quesito. O estudo revela que somente 16% e 24% daqueles com idades entre 10 e 15 anos e 16 e 24 anos, respectivamente, estão na faixa mais alta (entre 7 e 9 pontos). Os níveis mais elevados ocorrem justamente entre os grupos etários de maior incidência no mercado de trabalho (entre 25 e 44 anos).

“O estudo questiona a ideia de que os gargalos para inclusão digital seriam sanados por uma possível transição geracional, uma vez que os jovens já seriam super conectados. Quando olhamos para os usuários de Internet de maneira geral, isso se confirma, mas ao complexificarmos a análise e entendermos a conectividade como um todo, fica claro que uma parcela importante desse grupo possui condições precárias de conectividade e vai ingressar no mercado de trabalho com uma desvantagem grande. A realidade de um jovem que mora na periferia e não tem qualidade de conexão é muito distinta da de um jovem da mesma idade que tem melhores condições. Essas diferenças potencializam desigualdades já existentes”, alerta Graziela Castello.

A proporção de pessoas com melhor conectividade significativa também é consideravelmente maior entre os entrevistados do sexo masculino (28%), na comparação com os do sexo feminino (17%) – 11 p.p. de diferença. O estudo enfatizou que examinados isoladamente, alguns indicadores de acesso às tecnologias não evidenciam as desigualdades entre homens e mulheres. Por exemplo, a prevalência de usuários de Internet no Brasil mostra distâncias pouco significativas entre esses dois grupos. Contudo, uma análise combinada de indicadores revela condições de conectividade mais precárias para a população feminina, sublinhando barreiras pré-existentes para sua inclusão produtiva, equiparação em renda, incidência pública e participação na vida social, política e econômica do país.

Essa desigualdade também fica evidente na análise dos dados com base na autodeclaração de cor ou raça dos respondentes. Entre os brancos, 32% estão na faixa mais alta (score entre 7 e 9). Já entre pretos e pardos, a porcentagem cai para 18%.

A pesquisa identificou ainda que, quanto maior o grau de escolaridade, menor a proporção de brasileiros com score entre 0 e 2 e maior a proporção daqueles na faixa entre 7 e 9. Entre os que possuem até o Ensino Fundamental I, a maioria (68%) está na pior faixa de pontuação, e apenas 3%, na melhor. O quadro se inverte entre os com Ensino Superior: apenas 7% obtiveram a pior pontuação, enquanto 59% ficaram com os maiores scores.

Grande distância também se revela na comparação entre extratos sociais. Na classe A, a grande maioria (83%) está na melhor faixa de pontuação e apenas 1%, na pior. Por outro lado, entre as pessoas nas Classes DE, a realidade é totalmente distinta: apenas 1% delas está na melhor faixa e a maioria (64%), na pior.

Qualificação para o uso da Internet

Os pesquisadores analisaram a relação entre os diferentes níveis de conectividade significativa e os tipos de uso da Internet e a qualificação dos brasileiros para utilizar a rede. A avaliação foi feita com base nas habilidades digitais e as atividades realizadas no ambiente online.

Processados para o total de usuários de Internet em território nacional – não para a população como um todo -, os resultados mostram uma associação direta entre conectividade significativa e habilidades digitais. Quanto melhores os scores de conectividade significativa, maiores as competências técnicas para lidar com as tecnologias, evidenciando que aqueles com condições de acesso mais frágeis são justamente os com menos competências para mitigar os riscos associados aos usos da rede.

Os pesquisadores analisaram também 14 atividades diferentes, agrupadas em três grandes tipos: “comunicação e entretenimento”, “busca de informações” e “atividades transacionais” – estas últimas envolvem a troca de informações, bens ou serviços entre usuários, empresas ou organizações. A relação entre melhores condições de conectividade e maior incidência de realização das atividades no ambiente virtual é explícita, ainda que em gradações diversas.

Para atividades de sociabilidade primária ou de entretenimento (tais como envio de mensagens instantâneas, uso de redes sociais e assistir a vídeos online), por exemplo, o nível de conectividade significativa teve menos efeito, diferentemente do que aconteceu no caso de atividades de maior complexidade e com maior potencial para emancipação das pessoas, como aquelas associadas à busca de informações sobre direitos e serviços, e atividades de natureza transacional, como operações financeiras e usos de serviços digitais de governo.

O estudo na íntegra está disponível no site: https://cetic.br/pt/publicacao/conectividade-significativa-propostas-para-medicao-e-o-retrato-da-populacao-no-brasil/

Seminário

“Conectividade Significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil” faz parte da série Cadernos NIC.br de Estudos Setoriais. Além de Graziela Castello, coordenadora da pesquisa, participaram da publicação Sonia Jorge e Onica N. Mkwakwa (Global Digital Inclusion Partnership), União Internacional de Telecomunicações (UIT) e Fernando Rojas (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas – CEPAL).

O lançamento do documento aconteceu durante o Seminário Conectividade Significativa, realizado pela Câmara de Universalização e Inclusão Digital do CGI.br, nos dias 16 e 17 e abril, em Brasília. Para rever o evento, acesse o canal do NIC no Youtube.